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03/08/2021 às 13h42min - Atualizada em 03/08/2021 às 13h42min

CRAM realiza roda de conversa sobre os 15 anos da Lei Maria da Penha

Público-alvo são mulheres atendidas pelo CRAM e Casa Abrigo

Islene Lima
Secretaria de Políticas para Mulher
Encontro ocorre no auditório do CRAM, às 9h (Foto: Patrícia Araújo)

   
Em alusão aos 15 anos da Lei Maria da Penha, na quarta-feira, 04, a Prefeitura de Imperatriz, por meio do Centro de Referência e Atendimento à Mulher (CRAM), realiza roda de conversa com tema “Dialogando sobre a Lei” com a advogada e professora, Cris Brito.

Ação faz parte da programação do Agosto Lilás, que visa conscientizar a sociedade pelo fim da violência contra a mulher, além de discutir sobre o dia 7 de agosto, data de sanção da Lei Maria da Penha em todo país.

A coordenadora do CRAM, Maria da Conceição Chaves, explica que a roda de conversa é mais uma forma de levar informação, tirar dúvidas, entender como a lei funciona, punições, entre outros debates de extrema relevância não só para as ouvintes, mas para a equipe que recebe essas mulheres em situação de violência.

“Será um momento de conhecimento, muitas vezes a mulher não sabe como proceder, onde denunciar, as conquistas voltadas para a mulher por conta da lei, a rede de enfretamento que apoia na cidade, ou seja, iremos esmiuçar tudo sobre a temática de forma lúdica”, afirma Conceição.

A Lei Maria da Penha foi sancionada em 07 de agosto de 2006, como forma de punir e proteger mulheres da violência doméstica, familiar e feminicídio. A lei é luta da farmacêutica Maria da Penha, natural do Ceará, que devido às agressões sofridas pelo marido e tentativa de matá-la, a deixou paraplégica.

Você sabia?

O Brasil está entre os países com maior número de violência contra a mulher, sendo o quinto em todo mundo com os maiores índices de mortes ao sexo feminino. O país da alegria e liberdade, é manchado por tristes histórias, todos os dias, de mulheres que tiveram sua vida interrompida de forma brutal por conta do machismo, do egocentrismo, e principalmente por conta de uma cultura estrutural onde a mulher é vista como objeto e posse do homem.

De acordo com pesquisas, a cada dois segundos uma mulher é agredida, sendo na maioria das vezes o agressor seu marido, namorado ou ex-companheiro, que não se conformam com o fim do relacionamento.
 


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