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02/08/2021 às 20h22min - Atualizada em 02/08/2021 às 20h22min

Escola Santa Teresinha completa amanhã 97 anos de fundação

Instituição centenária foi criada em 1924 e tornou-se referência no município de Imperatriz e região

Illya Nathasje
Júlia Vieira - Foto: Arquivo/O PROGRESSO
 
É com um atento olhar e constantes movimentos para acompanhar e compartilhar os novos tempos, de aquisição de habilidades e de conhecimento que a Escola Santa Teresinha chega hoje, 03 de agosto, aos 97 anos, quase véspera de um século de dedicação. 

Adaptada ao protocolo que evita aglomerações por conta da pandemia provocada pela Covid-19, as aulas nesse segundo semestre foram reiniciadas ontem, no formato híbrido, com alunos tendo aulas presenciais e conectados em suas casas, com aulas remotas. No retorno, vale a cartilha de segurança adotada, onde, já na entrada, é realizada sem exceção, a medição da temperatura e a utilização de álcool em gel. No interior, espaços sinalizados com demarcação para o distanciamento e a rigorosa advertência quanto ao uso da máscara.

Escola de tempo presente 

O testemunho de famílias cujos alunos, hoje bisavós, foram a primeira de uma geração que já alcança, a quarta, destaca um mundo de construção em perfeita sinergia com as mudanças pelas quais o ensino passou e consolidou o diferencial de manter a modernidade sem perder os valores, o ideal da formação de excelência. 

- Construir o coletivo e respeitar o indivíduo em seus valores éticos e religiosos, é um processo de reflexão e da escuta, acentua a psicóloga Mônica Marques, na Escola desde fevereiro de 1994.

Desde 1924, ano de fundação da escola (pelas Irmãs Missionárias Capuchinhas Eleonora, Águeda, Judith e Júlia) que veio como uma Boa Nova abrir os caminhos para a educação na ‘então Vila do Frei’ sob os desígnios de Santa Teresinha e da formação inicial implantada pela Irmã Judith Maria de Fortaleza que Imperatriz, o Maranhão e o Brasil registra a partir de seus quadros, mais que doutores, cidadãos.  

Única do Maranhão – Nota Mil no ENEM

Daqueles tempos, até os atuais, já sob a condução da Irmã Neves, a Escola Santa Teresinha consolidou-se como escola de referência. 

Melhor escola de Imperatriz no ENEM cujos resultados ano após ano, coroam o brilhantismo conquistado por seus alunos. O ápice veio este ano com a aluna Júlia Vieira, 18 anos, uma entre as vinte e oito do Brasil e a única do Maranhão a tirar Nota 1000 em Redação. Júlia estuda no Santa desde sempre. 

- A nota do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) mostra os acertos educacionais adotados, afirmou o professor (Redação) Julião.

Para Marlene Lucena, que juntamente com o professor Júlio Rodrigues é responsável pela Coordenação, a experiência de trabalhar no Santa (como carinhosamente alunos e professores se referem à Escola) “é viver a responsabilidade de repassar valores e transformar o conhecimento adquirido com o que atualmente vivenciamos, com novas tecnologias e interpretações que resultam em ensino de qualidade”.

- Desde os alunos, aos professores e nossos colaboradores. Somos todos, responsáveis e agradecemos por esta condição. Receber uma bênção por uma excelente classificação no Enem e a única Nota Mil em Redação do Maranhão nesses tempos tão difíceis, onde a pandemia nos afetou e continua afetando, é fruto de muito trabalho, dedicação e investimento.

O histórico da Escola Santa Teresinha nos permite afirmar que é um caminho de vitórias, criteriosamente trilhado por todos nós que aqui estamos a construir, destaca Irmã Neves, diretora da Instituição. Sempre atenta às mudanças ocorridas com os novos paradigmas e processo de ensino e aprendizagem que trouxeram mais qualidade à educação, ela ressalta ser cada vez maior a necessidade de mais empenho por parte dos profissionais e que isso, resulta na construção do fortalecimento do processo de formação. 

- Agradeçamos a Deus e compartilhemos entre nós, todas as bençãos recebidas neste 97 anos. 

DIRETORAS DESDE A FUNDAÇÃO

(Ano: 1924) Irmã Judith Maria de Fortaleza
(Ano: 1928) Irmã Águeda Maria de São José
(Ano: 1936) Irmã Paula Maria
(Ano: 1940) Irmã Jacinta de Barra do Corda
(Ano: 1944) Irmã Marcela Maria
(Ano: 1946) Irmã Francisca Maria
(Ano: 1949) Irmã Júlia Maria de Barra do Corda
(Ano: 1954) Irmã Domitíla Maria 
(Ano: 1957) Irmã Glória Maria de Cajapió
(Ano: 1961) Irmã Evangelina Maria de Floriano
(Ano: 1963) Irmã Paulina Maria
(Ano: 1964) Irmã Jesulina Maria 
(Ano: 1969) Irmã Maria da Eucaristia Barros Nery
(Ano: 1971) Irmã Rita Carvalho
                    Irmã Raimunda Maria 
(Ano: 1973) Irmã Dulcinda de Jesus e Silva
(Ano: 1977) Irmã Teresinha Janice Messias de Araújo 
(Ano: 1988) Irmã Jesulina
(Ano: 1989) Irmã Teresinha Janice Messias de Araújo
(Ano: 2006) Irmã Raimunda Rodrigues Castilho
(Ano: 2006/Desde Dezembro) Irmã Maria das Neves Martins Franco 

As fundadoras:

Irmã Águeda Maria de São José
(Severina Maria Guedes)
* 12.02.1885 + 01.12.1966

Irmã Eleonora Maria de Quixeramobim
(Raimunda Nonata de Oliveira)
* 31.08.1902 + 09.12.1972

Irmã Judith Maria de Fortaleza
(Isaura da Costa Rodrigues)
* 14.06.1893 + 07.07.1983

Irmã Júlia Maria de Barra do Corda
(Maria José Varão)
*18.11,1901 + 19.10.1995

Alunas do Santa Teresinha formaram time de futebol em tempos proibidos

O esporte, o futebol como voz, brado e caminho de luta e conquista das mulheres em Imperatriz. O Decreto-Lei n° 3.199, de 14 de Abril de 1941, proibia as mulheres de jogar futebol ou qualquer outro esporte que iria contra a “natureza” feminina. Segundo o Jornal da Universidade de São Paulo (USP) até o ano de 1983, as mulheres eram proibidas de jogar Futebol. Então, após longos 42 anos (1941-1983), a regulamentação do Futebol Feminino foi efetivado. 

Na década de 1970 (séc. XX), alunas da Escola Santa Teresinha desafiaram a proibição legal e social. No ano de 1972, alunas da Sétima e Oitava série Ginasial, formaram dois times de futebol feminino e, praticando o esporte, apesar da proibição da Lei, dos preconceitos, das indiferenças, das discriminações, das recriminações e punições escreveram uma nova realidade histórica da luta e conquista feminina em Imperatriz. 

“Lutar não é em vão. Lutar sempre, mas sem perder a ternura”. / Prof. José Nilson.

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