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23/07/2021 às 18h00min - Atualizada em 23/07/2021 às 18h00min

A Terra é azul, mas o mundo é multicor

Elson Araújo
A Terra é azul”, teria dito o cosmonauta soviético Yuri Gagarin em abril de 1961 numa reação espontânea à primeira visão externa do planeta. Então com 27 anos de idade o russo é considerado o “Cristóvão Colombo” do espaço, por ter sido o primeiro homem da história humana a realizar um voo espacial e a ver a Terra do alto.  Colombo é considerado pela história o descobridor da América.

Encantado com o que viu, segundo os historiadores, Gagarin teria proferido a antológica frase, já em solo, ao desembarcar da Vostok-1. É de imaginar que depois de se reencontrar com o “planeta mãe” ele não tenha demorado a sentir vontade de voltar ao espaço, esquecer as imperfeições daqui, e ver tudo azul novamente.

Não sei se descende da exclamação de Gagarin a expressão “tudo azul” quando alguém deseja dizer que as coisas vão bem, que é feliz.  Mesmo que não seja, no estudo da psicologia das cores, o azul passou a ser associado à harmonia, ao equilíbrio, à confiança. Não seria por acaso então que grandes marcas do mercado mundial têm no azul a cor predominante na identidade visual, afinal a “terra é azul”.

Do alto, na visão dos cosmonautas, o terceiro planeta do nosso conhecido sistema solar é azul, e muito bonito, um mar de paz.  A psicologia das cores também associa o azul à paz então, viva o azul.

O Céu é azul!  Muita gente, eu sou assim, quando sente uma pontinha de desequilíbrio, costuma olhar para o azul do Céu para se reequilibrar, renovar a fé e seguir adiante.  

Mas o azul do alto da Terra não passa de uma ilusão. Por aqui nem tudo é azul. Nem as águas do mar, que em alguns litorais surgem barrentas ou verdes-esmeraldas.

Na verdade, nosso planeta, nosso mundo é superficiado por várias cores.  Cores mutantes, porque mudam a cor da Terra a cada hora do dia.  Já percebeu isso? Dependendo da intensidade da luz as cores se misturam, transmutam-se, desaparecem por algum tempo, reaparecem depois, e ainda dão origem a algumas até que nunca foram vistas, é como se elas tivessem vida.

E é muito interessante esse balé das cores. Ele consegue a magia de não permitir que o dia siga com uma única cor ao longo das suas 24 horas.

 Há cores que a gente não sabe nem do nome, mas aparecem ali diante dos nossos, nem sempre argutos olhos, lindas e embevecendo os sentidos.

Amarelo, azul, verde, vermelho, prata. Primárias, secundárias. Um arco-íris no Céu. Cores mil!! A Terra, lá do alto, pode ser até azul, mas  o mundo é multicor!
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