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12/07/2021 às 21h34min - Atualizada em 12/07/2021 às 21h34min

Deputado Célio Moura denuncia grileiros que ameaçam comunidade quilombola no Tocantins

Segundo o deputado, caminhonete tem placa fria. É uma Hilux (Toyota), mas a placa pertence a um Voyage

Da Assessoria
Foto: Divulgação

O deputado federal Célio Moura (PT) encaminhou ofícios ao delegado-chefe da 99ª Delegacia de Polícia de Paranã, Welson Antônio da Rocha, e também ao comandante-geral da Polícia Militar, Coronel Silva Neto, solicitando providências com relação às denúncias de grilagem de terra e ameaças de morte nas comunidades quilombolas Claro, Prata e Ouro Fino, situadas nas proximidades do Povoado Campo Alegre, no referido município.

O parlamentar afirma no ofício que o caso já havia sido informado às autoridades, mas a situação agora se agravou.

“Infelizmente, a situação que já era grave, tornou-se ainda mais preocupante. Inúmeros grileiros estão ameaçando a comunidade quilombola, aparecendo com camionetes e armados na referida região”, denuncia o deputado. No documento, Célio Moura anexa uma imagem que mostra os supostos grileiros perto de uma caminhonete. 

Segundo o deputado, caminhonete tem placa fria, pois está registrada em nome de outro veículo junto ao Detran. O carro que aparece na foto é uma Hilux (Toyota), mas a placa pertence a um Voyage.

Célio Moura enviou áudios com ameaças contra aos moradores das comunidades quilombolas e fotos dos supostos grileiros, além de números de celulares.
Um Boletim de Ocorrência foi registrado nesse sábado (10 de julho) na delegacia da cidade.

AJUDA DE VEREADORES
O ofício do deputado aponta uma denúncia ainda mais grave: de que vereadores das cidades da região estariam envolvidos com os grileiros. “Há relatos de que vereadores das cidades da região estão ajudando esses grileiros a agirem de modo a tomar a terra dos seus legítimos proprietários”, afirma no documento. 

Forças de segurança no local
Por fim, o parlamentar pede o envio de forças de segurança para o local para garantir a proteção da comunidade. “Por tudo, e diante do iminente risco que toda a população da região corre, diante das inúmeras ameaças sofridas, requer o deslocamento de urgência de um efetivo policial que consiga proteger essa população. Para além disso e diante de todos os dados aqui informados, requer-se uma investigação acerca dos envolvidos nessas ameaças e uma severa punição acaso isso seja confirmado”, pede Moura.

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