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09/07/2021 às 19h04min - Atualizada em 09/07/2021 às 19h04min

Cabo da PM é preso suspeito de matar companheira em Coroatá

O crime aconteceu na madrugada da última segunda-feira, na casa do casal

Dema de Oliveira
Cabo Gilgleidson está preso em São Luís e vai responder por feminicídio - Foto: Divulgação
 
O Cabo da Polícia Militar do Maranhão, Gilgleidson Pereira Melo, lotado no 24º BPM, com sede na cidade de Coroatá, foi preso no início da tarde desta sexta-feira (9). A prisão aconteceu em Timon, onde o militar se encontrava. Ele foi preso por policiais civis, que cumpriram mandado de prisão da justiça de Coroatá, suspeito de ser o autor do assassinato da companheira, Ana Carolina Silva Carvalho, 18 anos, ocorrido na madrugada da última segunda-feira (5), na casa do casal, em Coroatá.

O Cabo Gilgleidson, em seu depoimento à Polícia Civil em Coroatá, disse que a jovem Carol tinha sido atingida por um tiro durante um assalto. Ele disse que estava em casa e foi atacado por assaltantes, que realizaram disparos em direção a residência e houve troca de tiros. Uma das balas disparadas pelos supostos assaltantes teria transfixado a parede e acertado a vítima no tórax. Porém, as investigações da Polícia Civil não identificaram indícios de que isso tenha acontecido. Gilgleidson vai responder por feminicídio. 

O militar foi levado diretamente para São Luís e se encontra preso no Quartel Geral da Polícia Militar, no Calhau.

 Mudança do comando do 24º BPM
Após o caso, o comandante do 24º Batalhão de Polícia Militar de Coroatá, major Frans, foi substituído da direção do BPM pelo major Luís Augusto. Segundo o secretário Jefferson Portela, a autoridade policial não agiu corretamente na apuração do crime.

“Compete às autoridade policiais ouvir a narrativa de qualquer fato criminoso e compete, como consequência, a agir de acordo com a verdade. Uma narrativa inicial pode corresponder a verdade e pode corresponder a uma não verdade, uma inverdade. E cabe ao chefe de polícia local, o delegado, o comandante averiguar o que se deu. Porque nós estamos falando aqui de uma perda de uma vida humana por ação humana, portanto crime. Está lá o corpo baleado, crime. O fato é crime. Quem foi a autoria? Cabe às autoridades policiais definir. E a narrativa inicial se fosse questionada pelo comandante com rigor e pelo delegado, os dois teriam que autuar o autor do fato, sem nenhuma dúvida”, explicou Portela.

O secretário da SSP-MA afirmou, ainda, que o novo comandante do 24º BPM, o major Luís Augusto, e os demais delegados responsáveis pelo caso vão checar todos os atos de polícia dentro do inquérito e averiguar o que foi feito que deve ser aproveitado e o que deixou de ser feito e deve ser apurado.

“Dentro da lei o policial tem nosso apoio total, fora dela não tem apoio nenhum. E para nós não interessa quem foi autor de crime. Havendo autor, seja quem for, será responsabilizado”, afirmou Jefferson Portela.

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