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30/06/2021 às 21h34min - Atualizada em 30/06/2021 às 21h34min

​Profissionais de enfermagem do Tocantins cruzam os braços por 24h em greve nacional

Em defesa da vida, profissionais mantém atendimento de urgência e emergência

Joselita Matos
Atualmente, no Tocantins, são 20.584 profissionais, entre auxiliares de enfermagem, técnicos de enfermagem e enfermeiros - Foto: Divulgação
 
Profissionais de enfermagem do Tocantins em Araguaína reunidos em frente ao Hospital Regional de Araguaína, aderiram ontem à paralisação nacional da categoria, prevista para durar 24 horas. Como previsto para todo o país, também no Tocantins  apenas 30% do efetivo continuoua trabalhar na parte de urgência e emergência, seguindo as normas trabalhistas.

Paulo Batista que é o presidente regional da categoria informou que atualmente no Tocantins, são 20.584 profissionais, entre auxiliares de enfermagem, técnicos de enfermagem e enfermeiros, todos, unidos em defesa do PL 2564 e da jornada de 30 horas semanais. 

MOTIVO DA PARALISAÇÃO
O presidente da União Nacional de Enfermagem do Tocantins, Dilson Júnior, explicou que as entidades classistas convocaram os profissionais para a paralisação com o objetivo de ratificar (confirmar) os valores remuneratórios propostos no Projeto de Lei n° 2564/2021 que está tramitando no Congresso Nacional, pois há rumores de uma possível redução.

Após assembleia geral realizada na semana passada, os profissionais decidiram ficar em estado permanente de mobilização/greve.

PL DA ENFERMAGEM
A regulamentação da jornada de trabalho e do piso salarial são pautas históricas da enfermagem. O projeto que estabelece a carga horária semanal de 30 horas, por exemplo, aguarda há 20 anos votação na Câmara dos Deputados, e agora está tramitando no Senado Federal.

Dentre outras demandas da categoria estão a obrigatoriedade de sala de repouso adequada e dimensionamento do número de pacientes por profissional.

A Pesquisa Perfil da Enfermagem (Fiocruz/Cofen, 2015) detectou situações onde profissionais, atuando em plantões avulsos, chegam a receber menos do que um salário mínimo. E essa situação empurra os trabalhadores da categoria para outras atividades paralelas.

Além disso, há uma enorme incompatibilidade entre os salários oferecidos e as responsabilidades da profissão.

Na proposta, o valor do piso para enfermeiros é de R$ 7.315. Para os técnicos, 70% sobre o piso do enfermeiro (R$ 5.120,50) e para auxiliares, 50% (R$ 3.657,30), todos com base em jornada de trabalho de 30 horas. Acima desta carga horária, terá correspondência proporcional.

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