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25/06/2021 às 20h00min - Atualizada em 25/06/2021 às 20h00min

“Pior do que está hoje o Socorrão não tem como ficar”, afirma Flamarion Amaral

Sidney Rodrigues
ASSIMP
O vereador mostra os prontuários com remédios em falta no Socorrão e garante que não irá recuar enquanto não forem resolvidos os problemas - Foto: Fábio Barbosa
 
Na sessão da última quinta (25), Flamarion Amaral (PCdoB) relatou na Tribuna o recebimento de várias mensagens de pessoas que estavam no Hospital Municipal de Imperatriz – HMI (Socorrão). Estes afirmavam que parte dos acompanhantes não tinham recebido almoço. Usando de bom senso, o vereador foi no local confirmar o relato para não cometer injustiças e andando nas enfermarias, constatou que realmente muitos dos que acompanhavam os pacientes estavam lá com fome e não haviam recebido comida. 

Na sequência ele procurou a chefe de nutrição, que o recebeu muito bem e disse que não tinha conhecimento do fato, mas o problema voltou a acontecer na parte da noite, onde todos ficaram sem janta. O parlamentar se dirigiu novamente ao HMI e confirmou que foram servidos biscoitos com suco para quem estava de plantão e um copo de mingau para pacientes e acompanhantes. 

“O meu trabalho é de representar o povo e os profissionais de saúde para que esses deem uma assistência de qualidade a população. Não sei se é por falta de pagamento aos fornecedores, ou outro problema, que estas coisas estão acontecendo, mas eu quero que o Ministério público se atente para essas cópias de prontuários que eu tenho em mãos. As famílias tem acesso e estão me mandando as fotos das documentações que comprovam a prescrição médica; e circuladas nos papeis, as medicações que não tem no hospital, ou seja, TODAS. Enquanto isso as pessoas estão morrendo dentro do hospital por falta de remédios, um caso de polícia.  

Nossa saúde está péssima, falta de dinheiro não é, pois vieram milhões e os repasses não diminuíram, o problema é a gestão, se está faltando recursos, vamos recorrer a deputados, ao governador, ao presidente. Enquanto isso, nada é informado. Secretária de saúde, Primeira-dama, Prefeito, vamos no Socorrão, convidem os vereadores, vamos ver e mostrar a verdade das coisas. Estão tratando pacientes só deitados num leito, com água. Já fiz duas denúncias formais ao poder judiciário. Eu e a sociedade aguardamos providências, pois o povo está morrendo por falta de medicamentos”, disse. 

Flamarion garantiu que não irá recuar, que irá continuar indo no HMI, nas unidades básicas de saúde e em contato permanente com enfermeiros, técnicos de enfermagem e médicos. Não deixará o povo morrer por falta de assistência e que ou o prefeito assume sua responsabilidade para com a saúde, ou o parlamento irá recorrer a quem pode resolver. 

Aurélio Gomes (PT) e Adhemar Freitas Jr (SDD) admitem que a saúde de Imperatriz nunca viveu uma situação como a atual. Gente ligando em desespero para eles diariamente, pedindo socorro, por conta de cirurgias canceladas ou suspensas e pela falta de remédios básicos. Para eles o atual cenário é consequência direta da reeleição. Faltam seringas, medicamentos indispensáveis, soro e não dão condições dos trabalhadores da saúde exercerem suas atividades. Alex Silva (PL) considera que se as engrenagens não estão funcionando é necessário que sejam trocadas, para que a população tenha uma solução definitiva.  

Amaral, que também é enfermeiro, reafirmou as denúncias e assegurou provar tudo que falou na Tribuna. Externou seu respeito aos profissionais do Socorrão – da portaria ao bloco cirúrgico – e deixou claro que eles não têm culpa pelo que está acontecendo na saúde de Imperatriz. 

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