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22/06/2021 às 20h20min - Atualizada em 22/06/2021 às 20h20min

Adhemar Freitas Jr diz que está faltando até soro fisiológico no Socorrão

Sidney Rodrigues
ASSIMP
“Já recebi todo tipo de denúncia, mas agora chegamos ao cúmulo da falta de soro fisiológico”, disse o vereador Adhemar Freitas Jr. - Foto: Fábio Barbosa
 
Na manhã desta terça, 20, no uso da Tribuna o vereador Adhemar Freitas Jr. tratou de um tema que costumeiramente relata e narrou uma história que causou uma repercussão muito negativa principalmente entre quem tem familiares internados no Hospital Municipal de Imperatriz (HMI). Na semana que se passou, ele recebeu denúncias relatando a falta de medicamentos básicos.  

“As cirurgias já enfrentam uma grande dificuldade para serem feitas há um bom tempo. Eu já havia recebido todo tipo de denúncia, mas agora chegamos ao cúmulo da falta de soro fisiológico. Entre muitas medicações, já estamos acostumados, mas o soro me causa espanto. A família tem que comprar e levar escondido numa bolsa pra colocar em quem precisa”, denunciou.  

De acordo com ele, as unidades de saúde têm toda uma estrutura e aquelas famílias com menos condição, veem seu membro sofrer por falta de atendimento adequado. A população deve questionar como está a saúde Imperatriz e porque estão existindo essas dificuldades, pois gerir recursos públicos não é fácil, mas o modelo que é mostrado pela prefeitura é um e a realidade é outra. Para o vereador, se faz necessário federalizar nossa macrorregião, como foi feito em Timon e Teresina, que sofriam uma invasão por parte do estado do Maranhão. Federalizaram e deram uma amenizada considerável. Aqui vem milhares de pessoas do Tocantins e do Pará, mas quem paga a conta é Imperatriz. 

“Essas dificuldades sempre existiram, mas agora nos parece estar pior. Não se justifica nem falar mais a todo instante nas dificuldades, disso já sabemos, temos que busca é soluções”. 

Questionou o secretario da fazenda do município, pois se sabe que os pagamentos da saúde são comandados pela receita. A saúde sequer sabe quanto deve e o secretário da receita municipal não presta esclarecimentos. Revelou que os fornecedores não aguentam mais tantos atrasos, tantas dificuldades e que a Câmara precisa dar uma resposta. A única esperança da maioria é Socorrão no relativo à saúde. Quando acontece algum acidente de trânsito, é lá que ainda existe salvação, graças ao material humano, muito bom, mas sem condições nenhuma de trabalho para os profissionais e o parlamento não pode deixar que o HMI se mantenha nesse estrado crítico.  

“O que ocorre nas finanças da saúde de Imperatriz? Os recursos diminuíram? os gastos aumentaram? Aumentaram cirurgias? Não, na verdade está é tudo parado. A covid trouxe gastos a mais, mas e todos os milhões que entraram por conta da pandemia? Não se presta contas, não se dá satisfação de quanto receberam do governo Federal e do Estado. O dinheiro é público, não pode ser tratado assim. Se nós que somos vereadores não temos resposta, imaginem a população. Procuramos uma saúde e precisamos compreender que cada parlamentar com sua liderança precisa ajudar a cidade com suas bases e grupos. Estamos falando da vida das pessoas e a população tem medo de falar e ter o atendimento suspenso”. 

Adhemar finalizou dizendo que a covid está aí, ceifando vidas, mas as pessoas continuam morrendo por outros problemas de saúde. Conclamou os vereadores para a união na busca de soluções e para saberem o que está acontecendo. São denúncias diárias de falta de material, de suspensão de cirurgias, de falta de transparência por parte da Receita que não diz qual o recurso que entra, ou quanto saúde deve, em números, de forma clara e simples. “Imperatriz precisa dessa resposta, pois muitos aguardam a esperança de uma cirurgia que nunca chega, num leito de hospital, sem remédios. Que possamos nos unir e façamos a convocação do secretário Josafan, para debater, explicar e deixar as coisas claras”, concluiu. 

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