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16/06/2021 às 21h42min - Atualizada em 16/06/2021 às 21h42min

​Cinco médicos plantonistas não são encontrados em hospitais no horário de trabalho

Todos os casos serão investigados pelo Ministério Público

Assessoria - MP
Vistoria no HGP constatou vários problemas e ausência de 4 médicos no plantão - Foto: MPTO / Marcelo de Deus
  
Quatro médicos que estavam escalados no plantão dessa terça-feira (15) no Hospital Geral de Palmas não foram encontrados cumprindo carga horária dentro da unidade de saúde durante uma vistoria realizada pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO). Os casos serão apurados individualmente pela 19ª Promotoria de Justiça da Capital.

Constatação semelhante ocorreu no Hospital e Maternidade Dona Regina, onde outro médico não estava presente no plantão, embora estivesse com o nome na escala do dia. O profissional também não comunicou nem justificou sua ausência à direção-geral. Um procedimento será instaurado para investigar o fato.

O Ministério Público do Tocantins (MPTO) realizou vistorias nas duas unidades, a fim de apurar denúncia de irregularidade quanto ao cumprimento da carga horária de trabalho por profissionais médicos.

No HG, o promotor de Justiça Thiago Ribeiro Franco Vilela encontrou pacientes acomodados em macas instaladas nos corredores da unidade.

Servidores e médicos ainda relataram a ausência de insumos básicos como lençóis, esparadrapos, luvas, capotes, cadeira de rodas, instrumentos cirúrgicos e medicamentos. Outra reclamação foi a falta de profissionais para atender à demanda. Havia apenas uma fisioterapeuta plantonista para acompanhar todos os pacientes da ortopedia no período da manhã no HGP.

Os servidores também relataram falta de segurança dentro do HGP. As entradas do hospital contam com recepcionistas, mas não há profissionais de segurança. Um recepcionista está afastado para tratar de ferimentos causados por uma agressão sofrida na última semana, enquanto tentava impedir a entrada de um acompanhante. O fato também será apurado pelo promotor de Justiça.

DONA REGINA

Já no Hospital Dona Regina, segundo o promotor de Justiça, grande parte dos problemas verificados decorre da deficiência estrutural da sede do Hospital, como a extrema precariedade das salas de repouso dos servidores e a insuficiência de espaço do posto de enfermagem, onde profissionais precisam se aglomerar durante o serviço e onde falta lugar adequado para o manejo de medicamentos.

Servidores também se queixaram quanto à indisponibilidade de instrumentos básicos, sendo relatada a insuficiência de aparelhos de verificação de pressão arterial, de sonares e de amniótomos (conhecido como “rompedor de bolsa”), bem como a precariedade de termômetros e bombas de infusão.

Na Unidade de Cuidados Intermediários (UCI), que está passando por ampliação da quantidade de leitos, foram relatadas necessidades mais urgentes, como a ligação de todos os leitos à rede de oxigênio, ausência de berço, incubadora e equipamento de fototerapia, bem como a insuficiência de equipamentos básicos, como ambu (reanimador manual) e manômetros (que regulam a pressão contida nos cilindros de oxigênio).

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