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10/06/2021 às 19h20min - Atualizada em 10/06/2021 às 19h20min

Gaeco-MA realiza operação contra lavagem de dinheiro de facção criminosa interestadual

CCOM MP/MA
Polícia Civil e Gaeco durante a operação ‘Mormaço’ nesta quinta-feira - Foto: Divulgação/MP/MA
  
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão deflagrou na manhã desta quinta-feira (10) a operação ‘Mormaço’, que cumpriu mandados em revendedoras de veículos e sucatas localizadas em Teresina e cidades do Maranhão, que seriam utilizadas para lavagem de dinheiro de facção criminosa interestadual. A ação aconteceu em parceria com o Gaeco do Piauí e da Polícia Civil do Maranhão e teve como alvos pessoas físicas e empresas localizadas em Teresina, Timon e Caxias, no Maranhão. 

A operação aconteceu paralelamente e forma articulada com a operação ‘Hesíodo’, que foi deflagrada pela Polícia Federal também na manhã desta quinta-feira, e que cumpriu mandados contra suspeitos de integrar o mesmo grupo criminoso.

As investigações, iniciadas há cerca de um ano, mostraram que a organização criminosa tem um sistema de lavagem de dinheiro sofisticado, com a utilização de empresas para o escoamento dos valores resultantes de negócios com drogas ilícitas, armas de fogos, veículos e peças de automóveis, além de outras atividades. Ainda conforme as investigações foi possível detectar movimentações de ativos dos investigados que chegaram próximo aos R$ 90 milhões.

Ainda de acordo com as investigações, por meio de alguns investigados e de pessoas ligadas a eles, o dinheiro era aplicado em agências de veículos, arenas esportivas e aquisição de imóveis, além de outros segmentos empresariais. Essa manobra financeira tinha a clara intenção de dificultar o rastreamento dos valores.

“Após Representação formulada pelo Gaeco maranhense, a 1ª Vara Criminal do Termo Judiciário de São Luis, que atua no processamento e julgamento dos crimes de organizações criminosas, determinou o sequestro de bens móveis e imóveis avaliados em aproximadamente R$ 8 milhões, além de bloqueio de ativos financeiros diversos”, informou o Ministério Público do Maranhão. 

Histórico

Em meados de 2020, o Gaeco do Ministério Público do Maranhão remeteu informações à Superintendência da Polícia Federal em Teresina, repassando a notícia de que traficantes estariam solicitando autorizações de registros de arma de fogo na capital piauiense. Após o recebimento da informação, a Superintendência Regional da PF no Piauí desencadeou, no último mês de setembro, a operação Integração I.

Em seguida, os dados colhidos foram compartilhados com a Superintendência da Polícia Federal maranhense, viabilizando a atividade desta quinta-feira (10), enquanto coube ao GAECO-MA deflagrar a operação Mormaço, atingindo em cheio o patrimônio da organização criminosa.

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