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08/06/2021 às 18h44min - Atualizada em 08/06/2021 às 18h44min

Prefeitura debate implantação do Centro de Atendimento ao Agressor da Mulher

Projeto está em processo de construção formal e sistematização do serviço

Regilson Borges
Ascom/PMI
Durante o mês de junho oficinas serão realizadas para que o trabalho aconteça de forma permanente - Foto: Patrícia Araújo
  
Política de combate à agressão contra a mulher, em  Imperatriz, agora vai contar com um Centro de Atendimento ao Agressor. Debates, conversas e estudos com diversas instituições estão sendo realizados para a implementação do Centro, pois além da repressão do crime, já realizada pela justiça, o município também pretende reeducar o agressor para tentar pôr fim ao ciclo de violência contra as mulheres.

A reunião, que aconteceu nesta terça-feira, 08, contou com a participação das secretarias municipais de Governo, Saúde e Mulher. Também participaram Promotoria da Infância, Delegacia da Mulher, e Conselho da Pessoa com Deficiência. O debate girou em torno do fluxo de atendimento que a Rede de Saúde Mental vai proporcionar ao agressor que precisará cuidar da mente.

A participação da Rede,  de acordo com a coordenadora Kátia Carvalho, coloca à disposição os Centros de Atenção Psicossocial, CAPS, tanto a estrutura física como os profissionais, para contribuir com o suporte dado ao agressor, tratar o problema já na raiz, muitas vezes oriundos de traumas de infância. “A gente vê que às vezes tem um histórico, de ter presenciado violência quando criança. Vamos tentar ressocializar a pessoa, por meio de grupos de reflexão, consultas médicas, e tratar como alguém que está precisando de ajuda”, comenta.

Para o secretário municipal de Governo, Eduardo Soares, o Centro tem a função de realizar atendimento educativo, ressocialização e saúde. “Neste momento, estamos criando o fluxo de atendimento com todas as instituições que compõem a rede de enfrentamento da violência contra a mulher”, diz Eduardo. No Brasil, este trabalho ainda é novo e Imperatriz está na vanguarda, ao já iniciar os trabalhos de implantação.

Delegada adjunta da mulher da regional de Imperatriz, Lana Lima, ressalta que apenas reprimir o agressor ainda não é suficiente para dar fim ao problema, mesmo com a atuação da Lei Maria da Penha, por exemplo. A delegada também esclarece que a justiça não vai deixar de agir e punir, mas as medidas de ressocialização também podem contribuir significativamente para solucionar o problema.

“A reeducação faz com que esse homem não cometa mais atos de violência. Isso pode acontecer nos próximos relacionamentos ou com as mulheres que ele convive no geral”, fala a delegada. O projeto vai abranger  também Secretaria  de  Desenvolvimento Social, Vara da Mulher, Conselho Tutelar e demais órgãos da sociedade civil.

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