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27/05/2021 às 19h33min - Atualizada em 27/05/2021 às 19h33min

Câmara Municipal discute os impactos da privatização do Sistema Eletrobrás

Gidel Sena/Sidney Rodrigues
ASSIMP
Salve a energia, não a privatização”, foi a tônica da audiência pública realizada na Câmara Municipal de Imperatriz - Fotos- Fábio Barbosa/Gidel Sena
  
Aconteceu nesta quinta-feira, 27, audiência pública solicitada e presidida pelo vereador Aurélio Gomes (PT), sobre os impactos da privatização da Eletrobrás, com a participação presencial e por vídeo conferência de representantes de movimentos sociais, deputados estaduais, federais e entidades relacionadas. 
 
O governo federal pretende vender a Eletrobrás, considerada a maior companhia do setor elétrico da América Latina. Com a venda abaixo do valor, especialistas avaliam que a conta de energia terá aumentos na ordem de 20%, o que poderá acarretar a subida de todos os produtos e serviços ao cidadão. Energia é um direito público e não deve ser tratada como mercadoria. Manter a Eletrobrás nas mãos do país é uma garantia de soberania. Entregar a empresas é deixar que elas decidam quem tem ou não direito à energia.

A Eletrobrás (Centrais Elétricas do Norte do Brasil S/A), estatal conhecida popularmente como Eletronorte, foi criada em 1962, tem papel relevante na geração e transmissão de energia elétrica no Brasil. As 227 usinas da empresa correspondem a 1/3 da capacidade de geração instalada no país, gerando e transmitindo energia às populações do Amazonas, Amapá, Acre, Mato Grosso, Maranhão, Pará e Tocantins, atendendo a 15 milhões de pessoas.

“Quem vai pagar a conta mais cara, é quem mais precisa. É o povo mais pobre! Hoje está claro que o propósito do governo federal é entregar o nosso patrimônio para o capital estrangeiro e retirar os direitos dos trabalhadores”, disse o Deputado Federal Zé Carlos (PT).

O Deputado Federal Bira do Pindaré (PSB) afirmou que: “A energia vai ficar mais cara e quem disse isso não foi nenhum parlamentar, nenhum representante da oposição, foi a própria Aneel, que regulamenta este campo. Até o setor empresarial está preocupado com a privatização, pois vai impactar o funcionamento dos empreendimentos. Todos saem perdendo”.

“É importante que a gente diga que tudo isso está acontecendo por conta desse governo entreguista e esta Casa tem a obrigação de atuar, porque quem vai sofrer é a população mais carente. Além da luta contra a privatização, temos o grande desafio de também lutar pela manutenção da Caema pública!”, declarou Aline Marques, do Sindicato dos Urbanitários do Maranhão (STIU-MA) durante fala na Tribuna.

Os participantes irão buscar também apoio da bancada do Maranhão em Brasília e garantem que a luta de todos não irá parar. Imperatriz é considerada Capital Brasileira da Energia e a Câmara Municipal vai enviar requerimento para os deputados e senadores, pedindo que votem contrários a privatização e a cidade se mantenha nesta posição.

O vereador Aurélio fez as considerações finais, agradecendo a todos que participaram de forma presencial e virtual dos movimentos sociais populares. Garantiu que irá caminhar e levar essa bandeira, que é primordial para toda a nossa região e para o Brasil, se posicionando sempre contra qualquer desmonte que prejudique o povo brasileiro. 

Participaram também da sessão, os vereadores Carlos Hermes, Flamarion Amaral, Terezinha Soares, Berson do Posto, Manchinha e Rogério Avelino.

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