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24/05/2021 às 20h15min - Atualizada em 24/05/2021 às 20h15min

“A Indústria foi, é e será importante para o Maranhão”,destaca presidente da FIEMA

Valorização do setor mesmo com a pandemia é tema do dia da indústria

Coordenadoria de Comunicação e Eventos do Sistema FIEMA
Edilson Baldez, presidente da FIEMA - Foto: Divulgação
SÃO LUÍS - Móveis, laticínios, celulose, gás, bebidas, combustíveis, gêneros alimentícios, produtos cerâmicos, têxteis, siderúrgicos, minerais, químicos e serviços industriais. Esses são alguns itens produzidos pela indústria maranhense, que envolve 4.097 indústrias e empregam mais de 94.590 trabalhadores, de acordo com dados do Portal da Indústria (CNI). Empresas e trabalhadores geram uma produção de mais de R$ 16,1 bilhões de PIB industrial, o que representa 18,5% do PIB total do estado (IBGE, 2018).  “Ao longo dos últimos dez anos, aconteceu uma diversificação da nossa indústria e estamos mostrando a força da indústria que não parou na pandemia, mas também precisamos que a sociedade conheça os produtos fabricados no Maranhão e até exportados para outros países”, destacou o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão, Edilson Baldez das Neves.   

“Nosso papel, na FIEMA, é também sensibilizar e aproximar a indústria da comunidade, já fazemos isso de diversas formas, inclusive com a responsabilidade social ao longo de anos na Ação Global e a fomentação de novos negócios na Expo Indústria. Além de atuações diretas na pandemia, as mais recentes com o apoio logístico e de corpo técnico inclusive na vacinação contra a covid, onde nossas unidades viraram postos de vacinação”, enfatizou Baldez.  

Em 2020, a exportação, pelo Maranhão, de produtos industrializados atingiu a cifra de 1 bilhão e 900 milhões de dólares, representando 56,5% do valor de todas as exportações do estado e 18,4% do total das exportações da região Nordeste. Entre os principais produtos exportados estão minério de ferro e ferro fundido, soja, milho, celulose, algodão, que são repassados para o exterior pela SUZANO Papel e Celulose, VALE, Alcoa, Billinton Metais, Cargill Agrícola S/A. 
O Estado já realizou exportações para mais de 30 países. No ano de 2020, os principais parceiros comerciais do Maranhão foram China (25,9% do valor das exportações, que somaram US$ 871,8 milhões), Canadá (25,7% das exportações, equivalente a US$ 866,0 milhões), Estados Unidos (13,4%, correspondentes a US$ 451,0 milhões) e Espanha (5,0% ou US$ 169,7 milhões). No contexto da região Nordeste, o Maranhão é o segundo maior exportador, sendo o 13º em termos de Brasil. 

Em um panorama geral, identificou-se que, do total de 217 municípios, apenas 41 (19,2% do universo) mantém relações de comércio internacional. Destes, 23 exportaram, em 2020, US$ 3,4 bilhões (FOB), com destaque para São Luís, Imperatriz, Balsas, Godofredo Viana, Porto Franco, Anapurus e Açailândia. 

Entretanto, as importações também são essenciais para o Maranhão. Estados Unidos, com um valor de US$ 1,26 bilhões em produtos, foi nosso maior fornecedor, representando 63,7% do valor de todas as importações estaduais. A Rússia é o segundo maior fornecedor, com US$ 96,7 milhões. Marrocos, China, Colômbia, Egito, Países Baixos (Holanda), Belarus, Argentina, Jordânia, Coreia do Sul, Arábia Saudita, Japão, Canadá e Israel figuram entre outros fornecedores para o Maranhão. Entre os produtos destacam-se óleo diesel, querosene de avião, adubos e fertilizantes, produtos para indústrias químicas e locomotivas e suas partes, entre outros. 

Os principais setores da indústria no Maranhão são o de construção (32,5% do PIB industrial), serviços industriais de utilidade pública (28,9%), metalurgia (13,8%), celulose e papel (8,7%), bebidas (2,8%) e alimentos (2,6%), dados do perfil dos estados da CNI (2019). 

A indústria extrativa maranhense está concentrada em 10 (dez) municípios, com destaque maior para São Luís (Água mineral), Bacabeira (Calcário), Godofredo Viana (Gipsita e Ouro), Grajaú, Codó (Calcário e Gipsita), Balsas (Diamante), Imperatriz (Urânio), Rosário (Granito) e Porto Franco (Opala). 

Já a indústria de transformação, concentra na região metropolitana de São Luís, onde 1.601 estabelecimentos nas áreas de alimentos, bebidas e álcool etílico (43,5%), metalurgia (14,2%), química (8,1%), papel, papelão e gráfica e editoração (7,6%), mecânica (6,5%), minerais não-metálicos (6,3%) e têxtil, vestuário e artefatos (4,9%). Juntos, somam, 81,3% do total de estabelecimentos industriais. 

Imperatriz é o segundo município com volume na indústria de transformação. São 646 estabelecimentos, nos segmentos de alimentos, bebidas e álcool etílico (34,3% das pessoas empregadas), minerais não-metálicos (18,5%), papel, papelão, gráfica e editoração (19,2%), produtos de madeira e mobiliário (10,5%). Juntos, empregam 82,5% das pessoas em toda a indústria de transformação municipal. 

Açailândia aparece com 183 indústrias, no segmento de Metalurgia (70,1% do volume de empregos), seguido de Timon com 194 unidades de produção e média de 9,3 pessoas/estabelecimento que se concentra em minerais não-metálicos (44,8%) e alimentos, bebidas e álcool etílico (35,3%). A produção de material cerâmico, como insumo para construção civil, é grande especialidade do município, com forte presença no mercado estadual e regional. 

São Raimundo das Mangabeiras, no sul do Maranhão, registra o quinto maior volume de emprego na indústria de transformação, quase inteiramente concentrado no segmento de indústria Química, com produção de álcool, que absorve 97,9% do emprego. 

O município de Codó, na bacia do Rio Itapecuru e região dos cocais, corresponde segmentos de indústrias químicas (47,7%) e de minerais não-metálicos (39,5%). É um dos municípios com mais alta média de emprego na indústria de transformação (20,8/unidade). 

De acordo com o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, apesar de todas as oportunidades desperdiçadas pelo Brasil ao longo dos anos, o Brasil continua dispondo de uma boa base industrial.  “Temos uma estrutura industrial diversificada, com empresas inovadoras, competência acumulada na área de ciência e tecnologia, e empresários e trabalhadores que sempre foram capazes de realizar grandes feitos quando confrontados com ambientes propícios e políticas adequadas”, afirma o Robson Braga de Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria. 

Os salários mais altos são pagos pela indústria, R$ 7.556 para profissionais com nível superior, contra uma média nacional de R$ 5.887. Além disso, o setor tem forte poder de gerar crescimento. Para cada R$ 1 produzido pelo setor, são gerados R$ 2,43 adicionais na economia. Esse mesmo R$ 1 aplicado na agricultura rende R$ 1,75 e, no setor de serviços R$ 1,49. 

Emprego

O economista e coordenador de ações estratégicas da FIEMA, José Henrique Braga Polary, destaca que as dificuldades conjunturais por que passa a economia brasileira nos últimos anos têm marcado profundamente o segmento industrial, com todos os desdobramentos decorrentes sobre os níveis de produção, renda, emprego e consumo, com variação de intensidade, conforme os espaços de atuação (região, estado ou municípios) e o impacto de determinados fatores-chaves (taxa de juros, dificuldades de acesso ao crédito, por exemplo).  

“A crise alcançou um nível tal de gravidade, com o fechamento de várias empresas, que alguns profissionais chegaram a falar que o país estaria vivendo um processo de desindustrialização. No Maranhão, o setor industrial tem sido fortemente afetado, especialmente nos seus segmentos mais destacados, a indústria de transformação e a construção civil, com a desativação de milhares de postos de trabalho. O ano de 2019 registrou um estoque de emprego industrial, no estado do Maranhão, superior a 76.600 pessoas, correspondendo a 10,1% do emprego em todas as atividades”, destacou Polary.  

No estado do Maranhão, o emprego nas atividades industriais (em especial, Transformação e Construção Civil), que fora crescente até 2013, entra em rota de quedas sucessivas, chegando em dezembro de 2019,  com o fechamento de 6.157 postos de trabalho, relativamente ao estoque de 2016, segundo dados do CAGED/RAIS. 

A Indústria de Transformação, nesse contexto, fechou o ano de 2019 com um estoque de 35.222 empregos formais, 3.342 a menos do que fora registrado em 2016 (38.564 empregos). No segmento da Construção Civil, por sua vez, o impacto também foi grande: 1.361 postos de trabalho foram fechados entre 2016 e 2019. 

A Indústria de Transformação e a Construção Civil, juntas, respondem por 92,4% do emprego industrial do Maranhão, conforme dados do CAGED, em dezembro de 2019. 

“A pandemia agravou ainda mais a crise econômica, provocado pelo desgaste político do governo federal com os governos estaduais, os escândalos de corrupção, as elevadas taxas de juros, a insegurança jurídica no ambiente institucional, o limitado e difícil acesso ao crédito, o retorno das taxas de inflação, o elevado endividamento da população, associado à queda da renda familiar são fatores que preocupam o empresário industrial e afetam o mercado de trabalho. Apesar desse cenário somos confiantes e esperamos que novos investimentos possam consolidar o Maranhão como um novo potencial do Norte e Nordeste do Brasil e que os próprios maranhenses vejam a industrialização como um instrumento para o desenvolvimento econômico do Estado e de uma melhor qualidade de vida para a população”, finalizou o presidente da FIEMA, Edilson Baldez.  

DIA NACIONAL DA INDÚSTRIA

O dia nacional da indústria foi escolhido em homenagem ao patrono da Indústria Nacional, Roberto Simonsen, que faleceu em 25 de maio de 1948. Simonsen foi engenheiro industrial, administrador, professor, historiador e político, além de membro da Academia Brasileira de Letras (ABL). Ainda, foi presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP). 

MARANHÃO  

· PIB industrial: R$ 13,47 bilhões (2018) 
· Participação no PIB industrial nacional: 1,1%     
· Variação da participação no PIB industrial nacional (entre 2007 e 2017): aumento de 0,3 p.p.
· Número de trabalhadores: 76.679 (2019)            
· Participação da indústria no PIB do estado: 18,5% 92018) 
· Variação na participação da indústria no PIB do estado (entre 2007 e 2017): baixa de 1,1 p.p.  
· Principais setores: Construção (32,5%), serviços industriais de utilidade pública (28,9%), metalurgia (13,8%) 
· Exportação do setor: US$ 2,2 bilhões em 2019   
· Salário médio industrial: R$ 2.240,00 (19,5% abaixo da média nacional)  
 

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