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11/05/2021 às 18h55min - Atualizada em 11/05/2021 às 18h55min

Ausência de vacinas para professores da rede privada causa preocupação e stress

Da Redação
Foto: REUTERS/Dado Ruvic
Quase um mês depois (18 de abril) da divulgação efetuada em entrevista coletiva pelo governador do Estado, Flávio Dino, a imunização dos profissionais da educação acontece em parte, já que o que ocorre até agora é a priorização dos profissionais da rede estadual e federal, deixando à mercê da Covid-19 os educadores e demais profissionais da rede municipal e privada. 

Enquanto na rede estadual e federal já se atende aos servidores a partir da faixa etária de 19 anos, na rede privada e municipal, as vacinas não avançam, estacionadas que estão na faixa de 47 anos. Tal fato vem causando um stress emocional na classe dos profissionais da educação da rede privada, em especial, que já vem há tempos com aulas presenciais, e essa merece ser contemplada também. 

Há relatos de educadores que, mesmo estando na sua faixa etária para vacinação, depois de horas na fila, tiveram que voltar pra casa, por falta desta. O que mais chama a atenção da categoria é a desproporcionalidade no envio das doses a serem aplicadas. No primeiro momento foram enviadas 170 doses para toda a rede privada e municipal, enquanto a rede estadual e federal recebeu mais de seiscentas doses. Ou seja, a grosso modo, quem tem menos colaboradores (rede estadual e federal), recebeu mais vacinas. 

A educação é essencial, a segurança do professor e dos alunos tem de estar em primeiro lugar. Neste sentido, o que os profissionais da rede privada cobram a falta de um posicionamento sobre quando haverá doses suficientes para vacinar toda a categoria, que voltou a dar aulas presencialmente neste mês.

A pergunta que fica no ar é: qual critério técnico foi utilizado para o envio das doses do imunizante destinado aos profissionais da educação? O que justificaria o maior grupo (município e rede privada) ter recebido três vezes menos doses da vacina, mesmo estando em sala de aula com alunos presenciais? 

Vale informar que até o presente momento foram enviadas ao município 1230 doses, onde cem por cento foi aplicada nos profissionais da rede municipal e privada, grupo este que passa dos seis mil profissionais. A Secretaria Municipal de Saúde informou a categoria que não há previsão para a redução da idade de imunização porque eles aguardam o envio de doses pelo Governo do Estado, coisa que até o fechamento desta matéria não havia sido informado se ou quando aconteceria. 

A expectativa é que o secretário estadual de Saúde, Carlos Lula, venha a público explicar as razões que cheira a descaso para com a categoria. Afinal, nada explica essa (des)proporcionalidade até aqui adotada. 

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