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05/05/2021 às 21h39min - Atualizada em 05/05/2021 às 21h39min

​SENAI completa 68 anos de inovação e educação profissional no MA

Entidade tem um papel fundamental para a indústria do estado e se tornou referência na formação de profissionais para o setor industrial

Assessoria
Entidade tem mais de 4 mil alunos matriculados em 10 cursos de formação profissional - Foto: Divulgação
SÃO LUÍS – Com oito Centros de Educação Profissional e Tecnológica no Maranhão, sete unidades móveis e mais de 700 mil matrículas, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) completa nesta quinta-feira, 6/5, 68 anos de atuação no estado. 

Devido a pandemia e a necessidade de seguir os protocolos sanitários de combate a covid-19, o presidente da FIEMA e do Conselho Regional do SENAI, Edilson Baldez, e Raimundo Arruda, diretor regional do SENAI, registram a data ressaltando a missão da entidade no mês da Indústria.  
“Temos a missão de contribuir com ideias criativas para o desenvolvimento e o crescimento industrial do nosso país e, principalmente, da indústria maranhense, o SENAI Maranhão alcança a longevidade dos seus 68 anos de atuação, sem desviar o foco de suas ações voltadas à indústria, ao trabalhador e à sociedade maranhense, mas atualizado e atuante inclusive durante a pandemia, com a recuperação de respiradores e confecção de máscaras de tecido e face shildes”, afirmou Raimundo Arruda, diretor regional do SENAI-MA. 

“O SENAI foi e é decisivo na construção de um parque industrial forte e diversificado. Ao longo das últimas décadas, não há um único grande empreendimento implantado no Brasil e no Maranhão que não tenha utilizado e se beneficiado dos serviços oferecidos por essa instituição”, declarou o presidente da FIEMA, Edilson Baldez, que ressaltou, ainda, a atuação do SENAI no Maranhão, destacando o pioneirismo e a visão dos empresários maranhenses, que possibilitaram o crescimento do setor e o desenvolvimento econômico do Estado. “O SENAI foi fundamental para o estabelecimento das primeiras unidades industriais no Maranhão, há 68 anos. Nos últimos anos, o estado e seu parque industrial não pararam de crescer. Para dar suporte a esse processo, o SENAI tem construído modernos centros de formação profissional e unidades móveis, nas principais cidades do Estado.”
  
ATUAÇÃO NA COVID - O SENAI-MA, passou a integrar a iniciativa nacional, protagonizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), e concluiu a recuperação de 14 respiradores mecânicos de hospitais do estado, atuando com outros parceiros regionais. Além disso, o SENAI também produziu 20.000 mil máscaras de proteção e mais de 1.400 protetores faciais (face shields), que foram doados a profissionais de saúde da linha de frente de combate à doença. 

HISTÓRIA - A história do SENAI no Maranhão começou em 1953, no Monte Castelo, e desde então, a entidade está sempre atenta às demandas de inovação do mercado, adequando a indústria maranhense ao mundo da Indústria 4.0, o recente ciclo da nova revolução industrial do século XXI. É preciso ressaltar que mudanças profundas foram exigidas para formar mão de obra habilitada às exigências do mercado de tornar o setor manufatureiro mais produtivo, competitivo e apto para enfrentar os novos desafios do processo produtivo. 

A formação técnica, de menor duração e mais alinhada ao mercado de trabalho que o ensino superior tradicional, foi a opção de milhares de maranhenses que buscam se qualificar por ano. O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) no Maranhão registrou 18.335 matrículas em cursos técnicos nos últimos 5 anos e 30.471 em cursos de qualificação profissional voltados para as necessidades da indústria, que hoje emprega no Brasil 9,7 milhões de pessoas - ou 20,4% do total de empregos formais do país. 

Os cursos técnicos têm duração de no mínimo 800 horas, ou 1 ano, podendo chegar a 3 anos; e o aluno deve estar cursando ou ter concluído o ensino médio. Por preparar o indivíduo para o exercício de uma profissão, é muito procurado pelos jovens, de 16 a 23 anos, que representaram 12,44% (20.661) das matrículas em 2020. 

Ainda que o percentual diminua conforme a faixa etária avança, 217 com mais de 41 anos viram no curso técnico a oportunidade de se reinventar ou garantir um emprego em um ano de pandemia. Para garantir a manutenção do calendário, as escolas realizaram a parte teórica dos cursos com Ensino a Distância (EaD), simuladores 2D e 3D e conteúdo multimídia audiovisual. 

O SENAI do Maranhão tem em média 516 cursos em seu portfólio nas modalidades de Iniciação, aperfeiçoamento e qualificação profissional e habilitação técnica. Na lista dos 20 mais requisitados (veja abaixo), o destaque são as ocupações transversais, formação coringa que permite ao estudante exercer funções em quase todos os segmentos industriais. É o caso dos técnicos em eletrotécnica (1º), em eletromecânica (2º), segurança do trabalho (3º) e em metalúrgica (4º). 

Para se ter uma ideia, com a pandemia e a escassez de ventiladores pulmonares nas redes de saúde públicas e privadas, o SENAI e grandes indústrias direcionaram profissionais das áreas de eletrotécnica, eletrônica, elétrica, mecânica, biomédica e segurança do trabalho para o reparo dos equipamentos. 

PROFISSÕES LIGADAS ÀS NOVAS TECNOLOGIAS - De olho nas tecnologias e nas necessidades da indústria 4.0, os alunos também têm se interessado por cursos como o de automação industrial (4º) e eletroeletrônica (8º). E, entre as tendências que o SENAI identificou nos estudos Mapa do Trabalho Industrial 2019-2023 e Ocupações do pós Covid-19 com alta demanda em 2020 estão mecatrônica (5º), desenvolvimento de sistemas (9º) e logística (11º). 

“Apesar de ter sido um ano atípico, a procura pela formação técnica e por esses cursos mostra que o brasileiro, e o jovem especialmente, sabe que tem um leque maior de atuação ao escolher ocupações consideradas essenciais, ou transversais como chamamos. Mas também temos aqueles que buscam especializar-se e estão de olho nas tendências”, observa o diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi. 

Ele destaca que as 28 áreas da indústria - que variam de alimentos e automotiva a telecomunicações e energia - precisam de profissionais qualificados para lidar com os desafios da revolução tecnológica. De acordo com a última Sondagem Industrial, o setor acumula sete meses consecutivos de alta no emprego. Ao definir o portfólio e o currículo dos cursos, o SENAI avalia essa demanda e as projeções do mercado de trabalho para os próximos anos. 

QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL - Diferentemente dos cursos técnicos, os de qualificação profissional são de, no mínimo, 160 horas, e duram, em média, três meses. Voltados para quem busca desenvolver uma competência para o exercício de uma profissão ou para quem deseja se requalificar, exigem uma escolaridade mínima, mas dispensam conhecimento técnico prévio. 

Lideram, com o maior número de matrículas, os cursos de assistente administrativo, assistente de controle de qualidade, eletricista industrial, assistente de recursos humanos e operador de computador. Mas a lista abrange habilidades técnicas específicas, como eletricista de redes de distribuição de energia elétrica, inspetor de qualidade e mecânico de motocicletas. 

Os jovens continuam sendo o maior público desse tipo de curso: entre as mais de 223 mil matrículas registradas, 39,3% são de pessoas na faixa etária de 16 a 23 anos e 26,1% de 24 a 31 anos.

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