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04/05/2021 às 20h53min - Atualizada em 04/05/2021 às 20h53min

​Do JV Lideral para o mundo: Esse é Lourency maranhense em ascensão na Europa

Natural de Davinópolis, Lourency estagiou no JV Lideral clube que o projetou pelas mãos do professor Cassyus Kennedy

Dema de Oliveira
Lourency foi preparado nas equipes das divisões de base de Imperatriz - Foto: Divulgação
O atacante maranhense Lourency, de 25 anos, está em sua segunda temporada pelo Gil Vicente, na Primeira Liga, divisão de elite do futebol português. O jogador nascido em Davinópolis, distante 12 km de Imperatriz, ganha projeção, mesmo com o momento difícil do time, que está na segunda metade da classificação, na 13ª colocação (de 18 participantes), com 32 pontos.

Na atual temporada 2020/2021, o atacante sustenta a titularidade e marcou quatro gols. O último foi dia 17 de abril, na vitória, por 2 a 1, contra o Benfica, fora de casa. A última partida, no entanto, foi neste sábado (1º), no empate sem gols contra o Farense. Lourency jogou como ponta pela esquerda e foi substituído aos 31 minutos do segundo tempo, pelo francês Claude Gonçalves.

O dono da camisa 7 do clube português, em sua primeira temporada (2019/2020) fez 37 jogos e marcou cinco gols.

Início como atleta

Começou nas categorias de base do Janduí. De lá, foi para o Maranhão do Sul. Até chegar ao União Verdense, clube do treinador Cláudio Santiago. Lá conheceu Cassyus Kennedy, que depois foi para o JV Lideral e o levou. “Viu que eu tinha potencial e me chamou para o JV Lideral quando eu tinha 15 anos. E neste período que eu comecei a entender mesmo o que era o futebol”, disse Lourency.

Estreia profissional

“Eu comecei no JV Lideral jogando a Segunda Divisão do Estadual com 16 anos. O time disputava a competição com a base e foi quando eu tive a oportunidade. Foi a mesma base que disputou a Copa São Paulo. Aí, o treinador Ismael Reis viu qualidade em mim e me deu a oportunidade de jogar no profissional. Quando o JV Lideral parou, fui para o Sabiá (de Caxias) e classificamos para a Copa São Paulo. Depois disso, eu saí do Maranhão e empresários me levaram para a base do Internacional-RS. Quando passei em São Luís, joguei no Moto e fui para uma competição sub-17 no Rio de Janeiro. Daquele tempo do JV Lideral, tem além do Arthur, o André Penalva, que estava no Boa Esporte, o Matheus Lima, que estava no Imperatriz e antes jogou no Sampaio, o Anderson Cavalcante, que joga na Bielorrússia. Aquele trabalho no JV Lideral feito pelo Walter Lira rendeu bons frutos”, lembrou Lourency.

História forte na Chape

Foi na Chapecoense que Lourency, teve a oportunidade de conhecer mesmo como o mundo do futebol profissional é de verdade. Não foi onde tudo começou, mas onde teve a chance de sentir o futebol verdadeiramente. Na Chapecoense jogou a Sul-Americana, Libertadores, Copa do Brasil e a Série A do Campeonato Brasileiro. Foi campeão da Sul-Americana. O primeiro jogo no profissional da Chape foi contra o Inter de Lages, estreia do Catarinense. Entrou no lugar do Ananias (outro jogador maranhense e que faleceu na tragédia em 2016). “E eu lembro que estava no JV Lideral e assistia o Ananias fazendo gols pelo Bahia, Palmeiras e Sport. Não sabia que ele era maranhense. Fui saber quando cheguei lá. Era uma honra dividir o treinamento com tanta gente boa, como também o Bruno Rangel, Kemps, Cléber Santana, Josimar e tantos outros. Minha maturidade neste tempo evoluiu muito rápido por isso”, destacou.

“Aqui (Portugal) a exigência é grande para você ser um jogador que zele pelo trabalho coletivo. Até pelo fato de você já ter sua individualidade certa e vai chegar um momento no jogo que você vai poder usá-la e isso pode decidir o jogo, mas pra tanto tem que tá ‘descansado’ pra isso. Não posso me dar o luxo de ficar o jogo todo forçando jogadas individuais, sendo que eu tenho uma estrutura que depende de várias tarefas que preciso fazer dentro do jogo”, finalizou o jogador.

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