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28/04/2021 às 00h00min - Atualizada em 28/04/2021 às 00h00min

Livros & Leitura

Da Redação
GB Edições

Malibu Renasce

Malibu, agosto de 1983. É o dia da festa anual de Nina Riva, e todos anseiam pelo cair da noite e por toda a emoção que ela promete trazer.
A pessoa menos interessada no evento é Nina, que nunca gostou de ser o centro das atenções e acabou de ter o fim do relacionamento com um tenista profissional totalmente explorado pela mídia. Talvez Hud também esteja tenso, pois precisa admitir para o irmão algo que tem mantido em segredo por tempo demais, e parece que esse é o momento. Jay está contando os minutos, pois não vê a hora de encontrar uma menina que não sai de sua cabeça. E Kit também tem seus segredos – e convidado – especiais. Até a meia-noite, a festa estará completamente fora de controle. O álcool vai fluir, a música vai tocar e segredos acumulados ao longo de gerações vão voltar para assombrar todos – até as primeiras horas do dia, quando a primeira faísca surgir e a mansão Riva for totalmente consumida pelas chamas. De Taylor Jenkins Reid, o livro tem 360 páginas e é da Editora Paralela.
 

A (Des)educação do Negro

Oito décadas. Este é o tempo que separa o momento atual dos ensinamentos do historiador negro Carter G. Woodson trazidos na obra-prima “A (Des)educação do Negro”. Publicado em 1933, o épico manual antirracista, que prepara o negro para cumprir sua pária social, segue relevante e atual. Para que não seja esquecida, a Editora Edipro relança a obra icônica com prefácio assinado pelo rapper e escritor Emicida, que incorpora ao debate coletivo suas experiências pessoais. Carter G. Woodson é considerado o pai da história negra americana. Filho de escravos, trabalhou em minas de carvão antes de se graduar na Universidade de Chicago. O autor é o segundo negro dos EUA a obter um PhD pela Universidade de Harvard, na qual também lecionou. A obra de Carter demonstra que o sistema não prepara o estudante negro para o sucesso e o impede de ter uma identidade própria, doutrinando para que assuma uma posição de submissão social. Após 40 anos de reflexão para, então, publicar a obra, Carter condenou os padrões de ensino eurocentrados; modelos escolares que desprezam a história e cultura africana; a inferiorização dos saberes de outras culturas, sobretudo de matrizes africanas, e aponta soluções para os problemas raciais. A principal mensagem do autor é mostrar que a educação formal das pessoas negras não é usada como instrumento de transformação. Mesmo depois de passados 80 anos, essa constatação ainda está presente. E Emicida sintetiza o que deve ser feito na última frase de seu prefácio: “o que temos nesses escritos antigos é como uma bússola, que (...) ainda continua bastante atual e pode oferecer soluções valiosas para que o amanhã não seja só um ontem, com um novo nome”. O livro tem 128 páginas.
 

Faça o Amor Ser Fácil

Carioca, 28 anos, terapeuta holística e protagonista do próprio discurso. Influenciadora digital que dosa profundidade e humor nas redes sociais, Thamires Hauch decide levar palavras de coragem também por meio da literatura. Publicado pela Editora Opala, “Faça o Amor Ser Fácil” surge como resposta à necessidade das mulheres aprenderem a se relacionar melhor, consigo e com o outro. “Pressupõe-se que nascemos sabendo amar, mas não é bem assim que funciona. O amor é um fato, o amar é o seu exercício e ele exige coragem”, pondera a autora. Assim, por meio de crônicas e aforismos, Thamires trata de dilemas cotidianos e temas que geram confusão e curiosidade no terreno da conquista. Homens que somem sem explicação prévia, os famosos joguinhos nas relações e a vida que existe no pós-término são abordados com o objetivo de desenvolver o amor-próprio e a autovalorização, além de aumentar a compreensão sobre as dinâmicas nos relacionamentos. Leitura não só para mulheres, mas a todos que buscam se desenvolver e se encontrar nos assuntos do coração. “Faça o Amor Ser Fácil” nasce de uma publicação no Instagram curtida por mais de 50 mil pessoas, compartilhada por 20 mil e salva por mais de 15 mil. “É nos detalhes que o amor floresce. Quem muito tenta exercer controle, só mostra o desequilíbrio que ali reside”, pontua, entre as verdades que todos sabem, mas muitos custam a registrar. O livro tem 128 páginas.

Luzes do Norte

Dimitria Coromandel caça para sobreviver. O inverno em Nurensalem é inclemente, e sustentar a si e ao irmão gêmeo, parece cada vez mais difícil. Quando tem a chance de trabalhar para a família mais rica do Cantão da Romândia, Dimitria acredita que será a solução de todos os seus problemas, mas tudo isso muda quando ela conhece a filha mais velha e herdeira, Aurora van Vintermer. O que de início é um esforço para agir como cupido para seu irmão evolui rapidamente para fascínio, mesmo que proibido, pela jovem nobre. Entre segredos e mentiras, Dimitria começa a enfrentar a realidade de seus sentimentos por Aurora. Mas, há outros segredos em Nurensalem. Há algo à espreita, um monstro que ataca crianças, devolvendo-as sem vida no dia seguinte. Um monstro que caminha disfarçado entre pessoas normais — e somente é revelado sob as luzes do norte. Dimitria terá que escolher entre caçar e morrer — mesmo que a caça custe à pessoa que ela mais ama. “Luzes do Norte” é uma releitura dos mitos do lobisomem, visto pela lente de um casal de mulheres imperfeitas e apaixonadas. De Giulianna Domingues, o livro tem 349 páginas e está disponível em e-book.

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