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20/04/2021 às 20h00min - Atualizada em 20/04/2021 às 20h00min

Mastologista alerta para a importância da mamografia no diagnóstico e prevenção do câncer de mama

Em 2020, ano da pandemia do coronavírus, o número de mamografias realizadas pelo município caiu quase pela metade

Alan Milhomem
“A Mamografia ainda é o exame que consegue diagnosticar melhor as lesões iniciais de câncer de mama”, afirma a mastologista Germana Zélia - Foto: Divulgação
O medo de contaminação pelo novo coronavírus afastou muitos imperatrizenses das unidades de saúde e, consequentemente, do diagnóstico dos diversos tipos de doenças. Um exemplo disso é a queda na realização do exame de mamografia, que é método mais eficaz para detectar o câncer de mama. Conforme o Setor de Oncologia da Secretaria Municipal de Saúde, em 2020, foram autorizadas 1.279 mamografias, mas apenas 863 mulheres compareceram para realizar o exame.

“Mamografia ainda é o exame de imagem que consegue diagnosticar melhor as lesões iniciais de câncer de mama, o que pode indicar um tratamento precoce e com maiores chances de cura. Lesões inferiores a 1 cm quando tratadas de forma precoce podem levar até a 98% de chances de cura e até mesmo tratamentos menos agressivo. Ultrassom e Ressonância são outras ferramentas muito importantes que podem auxiliar e complementar os achados da mamografia”, afirma a mastologista da Rede Oncoradium, Germana Zélia.

Conforme recomendações das organizações de saúde, as mulheres devem procurar um mastologista anualmente a partir da adolescência. E, a partir dos 40 anos, o exame de mamografia passa a ser obrigatório, pois é o método mais eficaz para detectar o câncer de mama, doença que matou 18.295 pessoas no Brasil em 2019. Deste total, 18.068 eram mulheres. Só em Imperatriz foram 20 mortes em decorrência do câncer de mama no ano de 2019, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

“Infelizmente o câncer de mama ainda está associado a altas taxas de mortalidade e está associados a múltiplos fatores de risco muito frequentes no cotidiano das mulheres como a obesidade, baixas taxas de paridade, amamentação pouco frequente, uso de terapia estrogênica associada ou não a progestagenos para tratamento de sintomas associados a menopausa, tabagismo, ingestão de bebidas alcoólicas dentre outros”, ressalta a mastologista.

E essa realidade de queda na realização de exames preventivos do câncer não é somente de Imperatriz. Segundo levantamento do Instituto Oncoguia, exames citopatológicos e mamografias tiveram queda de cerca de 50% em todo o Brasil em 2020. As biópsias, que servem para confirmar a doença, diminuíram em 39% no ano passado.

Estimativa da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) e da Sociedade Brasileira de Patologia (SBP), só entre março e maio de 2020, pelo menos 50 mil brasileiros deixaram de ser diagnosticados com algum tipo de câncer. Isso sem contar a queda de 70% no número de cirurgias para o manejo de tumores.
 

Prevenção

O profissional responsável por tratar o câncer de mama é o mastologista e, por isso, tem um papel importante na saúde feminina. Consultas regulares e a realização de exames são ações fundamentais na prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer.

“O mastologista é o médico especialista responsável por avaliar, diagnosticar, prevenir e tratar as doenças das mamas, sejam elas adquiridas ou congênitas. Essa especialidade abrange métodos clínicos, cirúrgicos e reparadores para o tratamento das patologias que acometem as mamas”, ressalta a mastologista da Rede Oncoradium, Germana Zélia.

Ainda segundo a médica, o mastologista está apto a diagnosticar, prescrever medicamentos e/ou tratamentos, realizar exames, fazer biópsias, entre outros procedimentos. “Além do câncer de mama, existem vários outros problemas que são observados pela mastologia, como: a presença de nódulos nas mamas, assimetrias, mastites e ginecomastias, por isso a consulta com o profissional é importante”, finaliza Germana Zélia.

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