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20/04/2021 às 18h00min - Atualizada em 20/04/2021 às 18h00min

Escrivão da Polícia Civil que atirou em policial militar será alvo de procedimento administrativo

Jefferson Portela, secretário de Segurança Pública do Maranhão, disse que o escrivão estava embriagado

Dema de Oliveira
Cúpula da Segurança Pública do Maranhão em coletiva na manhã de ontem - Dema de Oliveira/O PROGRESSO
Diante do quadro apresentado, de um possível desentendimento entre a Polícia Civil e Militar de Imperatriz, devido ao problema registrado no último domingo (18), a alta cúpula da segurança maranhense aportou em Imperatriz nesta terça-feira. 

O secretário de Segurança Pública do Maranhão, Jefferson Portella, esteve na cidade acompanhado do comandante geral da Polícia Militar do Maranhão, Cel. Pedro Ribeiro, comandante geral da Polícia Civil, delegado André Gossain, Corregedor Geral da PC, delegado Roberto Fortes, e do Corregedor Geral da Polícia Militar, Coronel Luiz Eduardo Vaz, ocasião que convocou a imprensa para uma coletiva, que aconteceu no auditório da CPAI-3, no Bonsucesso. 

Estavam acompanhando também o secretário, o delegado Alex Coelho, novo titular da Delegacia Regional de Polícia Civil em Imperatriz, e o Coronel Raimundo Andrade, comandante da CPAI-3, sediada em Imperatriz.

Em sua fala, Portela enalteceu tanto a Polícia Militar quanto a Civil e destacou que o caso foi isolado e que o único responsável foi o escrivão. “O escrivão fez um ato desnecessário, além de estar fora de serviço, e a PC não tem nenhuma responsabilidade por isso. As duas instituições continuam coesas, unidas, cada uma dentro de suas prerrogativas”, disse.

Jefferson Portella disse ainda que as investigações sobre o caso apontam que o escrivão havia ingerido bebida alcoólica e que houve possíveis disparos nas proximidades do posto de combustível por parte do policial anterior ao acontecimento no posto. “Após efetuar os disparos contra o policial militar, o escrivão continuou o consumo de bebida alcoolica em um outro bar”, destacou Portela. 

O secretário confirmou que está também sob investigação a possibilidade de uma das pessoas que se encontravam com o escrivão, ter também feito disparos contra o militar. O Cabo Adriano Leite foi alvejado com dois tiros, sendo um na coxa da perna direita e o outro no joelho esquerdo. 

Um oficial médico da Polícia Militar em Imperatriz, Anísio Cavalcante, informou que o Cabo Adriano está sendo bem cuidado no Socorrão, mas devido às lesões serem bastante complexas, ele deverá ser transferido para São Luis, na próxima sexta-feira (23), para ser submetido a uma intervenção cirúrgica. 

O escrivão José de Arimatéia, conhecido por ‘Ari’, lotado na Delegacia do 1º DP, continua preso e além de responder por tentativa de homicídio, responderá também administrativamente, cujo procedimento já foi aberto e publicado no diário oficial do estado. “Corporativismo não terá nesse caso e nem em qualquer outro”, finalizou Jefferson Portella.

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