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15/04/2021 às 18h00min - Atualizada em 15/04/2021 às 18h00min

GAECO e Polícia Civil deflagram a operação ‘Laços de Família’

Operação investiga o desvio de mais de R$ 22 milhões em cidades do Maranhão

Daniel Nascimento
SECOM PCMA
Policiais civis e Gaeco durante cumprimento da operação ‘Laços de Família’ - Foto: Divulgação/Assessoria/PC-MA

  
A Polícia Civil e o Grupo de Atuação Especializada no Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão realizam na manhã desta quinta-feira,(15), a Operação Laços de Família, para fins de dar cumprimento a Mandados de Busca e Apreensão, expedidos pela 1ª Vara Criminal da Comarca da Grande Ilha de São Luís, nos municípios de São Luís, Paço do Lumiar, São José de Ribamar , sendo esses dois últimos na região metropolitana de São Luís , além dos municípios de Miranda do Norte e Bom Jardim.

Segundo a Delegacia-Geral de Polícia Civil do Maranhão ,participaram da operação cerca de 24 equipes da Polícia Civil, compostas por delegados, investigadores e escrivães, sob a coordenação da Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção (Seccor), além dos promotores de justiça do Gaeco.

De acordo com a Polícia Civil ,as investigações tiveram início a partir de denúncia do Tribunal de Contas da União (TCU) a respeito de desvios de recursos realizados no período de 2017 a 2020, durante a gestão do ex-prefeito de Miranda do Norte Carlos Eduardo Fonseca Belfort, conhecido como Negão. Com base nas investigações ,o ex-gestor estaria utilizando recursos públicos para quitar dívidas pessoais junto ao TCU. O mesmo artifício teria sido usado pelo também ex-prefeito e atual deputado federal, José Lourenço Bonfim Júnior, que esteve à frente da administração municipal de Miranda do Norte no período de 2009 a 2016.

As investigações ainda apontaram a existência de uma verdadeira organização criminosa criada com o objetivo de desviar recursos públicos. O esquema era operacionalizado por meio de empresas de fachada que participavam de processos licitatórios fraudulentos. Essas empresas não tinham capacidade técnica nem lastro financeiro para cumprir os contratos firmados. Além disso , as investigações também apontaram ligações entre essas empresas, os ex-prefeitos investigados, seus familiares, empregados e amigos.

As Investigações constataram que quatro contratos firmados entre a Prefeitura de Miranda do Norte e as empresas “PM Construções e Serviços Ltda”, “F Cipião Prazeres” e “J Rodrigues Macedo” totalizaram um dano de R $22.061.477,53 aos cofres municipais.

De imediato todos os investigados tiveram o bloqueio total de suas contas ,poupanças e aplicações financeiras solicitado pelo Ministério Público.


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