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10/04/2021 às 12h59min - Atualizada em 10/04/2021 às 12h59min

Polícia Federal deflagra Operação Arma Legal em Santarém/PA

Investigações apontam que um grupo de pessoas estaria fraudando documentos para a compra de armas de fogo

Comunicação Social da Polícia Federal no Pará
Foto: Divulgação/PF

Santarém (PA) - A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, (8/4) a Operação ARMA LEGAL, que tem o objetivo de desmantelar suposto grupo criminoso que estaria fraudando documentos para facilitar a obtenção da autorização de compra e a consequente a posse de armas de fogo.

A operação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em Santarém/PA.

A autorização de compra de arma de fogo, com a expedição do documento de registro para civis, é controlada e emitida pela Polícia Federal mediante solicitação do próprio interessado ou por parte de despachantes, que só é concedida após a verificação detalhada de cumprimento dos requisitos legais.

Recentemente, a tentativa de uma pessoa de obter uma dessas autorizações levantou suspeitas dos policiais responsáveis pela análise dos documentos, o que desencadeou toda uma investigação minuciosa. A investigação revelou indícios fortes de que um grupo de pessoas, entre eles um despachante e um contador, estaria fraudando documentos diversos para a compra de armas de fogo.

Na ação de hoje, foram apreendidos quatro aparelhos de celular e dois computadores, que serão encaminhados para exame pericial além de documentos que serão analisados no curso da investigação.

Com a Operação ARMA LEGAL a Polícia Federal reforça o seu papel de controle de armas de fogo no Brasil, tanto no âmbito administrativo quanto na seara criminal, quando estiver evidenciado o uso de documentos falsos perante a instituição ou qualquer outro crime federal correspondente.

Confirmada a hipótese criminal investigada, os implicados poderão responder por uso de documentos ideologicamente falsos (art. 304 c/c art. 299 do CP) e associação criminosa (art. 288 do CP), que somados podem resultar em 13 anos de reclusão, além de multa.


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