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31/03/2021 às 00h00min - Atualizada em 31/03/2021 às 00h00min

PF deflagra Operação Apacheta no Maranhão

Estão sendo combatidos os crimes de tráfico internacional de substâncias entorpecentes, associação para o tráfico, lavagem de capitais e o comércio ilegal de armas de fogo e munições

Comunicação Social da Polícia Federal no Maranhão
Agentes da Polícia Federal durante a operação de ontem, em Rosário - Foto: Divulgação/Assessoria/PF

São Luís - A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (30/3), na baixada maranhense, a Operação APACHETAS, a qual tem por escopo combater os crimes de tráfico internacional de substâncias entorpecentes, associação para o tráfico, lavagem de capitais e o comércio ilegal de armas de fogo (e munições) naquela região. Os entorpecentes comercializados eram provenientes de países produtores de cocaína (Peru e Colômbia) com os quais o Brasil faz fronteira.

A investigação conduzida pela Polícia Federal teve início em 2017 e, após a realização de inúmeras diligências, foi possível identificar e qualificar dezenas de envolvidos que em comunhão de desígnios constituíram, no mínimo, três associações criminosas com atuação nos estados do Amazonas, Rondônia, Pará e Maranhão.

Ademais, com a investigação policial foi possível acompanhar a apreensão de aproximadamente 600 kg de cocaína, bem como efetuar o desmantelamento de um laboratório próprio para manipulação de drogas (com balança de precisão, material de embalagem, prensa hidráulica e diversos produtos químicos para mistura/refino).

Neste contexto, a Polícia Federal representou judicialmente por 26 mandados de busca e apreensão e 22 mandados de prisão, sendo tais pedidos deferidos pela 2º Vara Criminal Federal da Seção Judiciária do Estado do Maranhão. Além das prisões e buscas, a operação teve como objetivo a descapitalização das organizações criminosas com o sequestro de bens e valores.

Os cumprimentos de tais ordens judiciais ocorreram nas cidades de Manaus/AM, Castanhal/PA, Vilhena/RO, bem como em Pinheiro/MA e contou com participação de 160 servidores da Polícia Federal e 4 investigadores da Policia Civil do Maranhão - PCMA, os quais auxiliaram as buscas com a utilização de dois cães farejadores.

Os envolvidos, caso condenados, podem ser apenados com até 47 anos de reclusão.

A operação foi denominada APACHETAS, que historicamente consiste em um amontoado de pedras que o viajante (indígena) colhe na beira da estrada e deposita, umas em cima das outras, durante caminhada pelas trilhas da cordilheira dos Andes (Peru). O viajante esconde (para utilizar posteriormente) junto à apacheta a massa de folhas de coca (matéria prima com o que se produz a cocaína).


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