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30/03/2021 às 00h00min - Atualizada em 30/03/2021 às 00h00min

JUNTOS PODEMOS ENFRENTAR E VENCER A COVID-19

Iracilda Viana *
  
Em 26 de março de 2020 a cidade de Imperatriz registrava seu primeiro caso confirmado da COVID-19, uma semana depois do primeiro caso ter ocorrido em São Luís, capital do estado do Maranhão  e um mês após o primeiro caso confirmado no país. Em 29 de março completa um ano do 1º caso de óbito por COVID-19 registrado no Maranhão conforme Nota Técnica Secretaria Estadual de Saúde do Maranhão (SES).Durante esse  período a pandemia seguiu uma trajetória em todos os estados brasileiros, em momentos diferentes de picos em relação a quantidade de casos e óbitos.  O governo do  estado do Maranhão se antecipou no enfrentamento da pandemia lançando  mão de medidas restritivas e de contenção da transmissibilidade do vírus em todo o território estadual. Os municípios da região  também recorreram a medidas proibitivas de aglomeração, utilização de máscaras, higienização das mãos , enfim fizeram uso de  medidas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde. Os meses de maio e junho de 2020 foram de picos tanto em número de casos como de óbitos. O Estado registrava mais de 80 mil casos confirmados e 2.048 óbitos segundo Boletim Estadual da Secretaria Estadual de Saúde (SES). A região de saúde de Imperatriz composta por 16 municípios (Amarante, Buritirana, Campestre,  Carolina, Davinópolis, Estreito, Governador Edson Lobão, Imperatriz, Lajeado Novo, João Lisboa, Montes Altos, Porto Franco, Ribamar Fiquene, Senador La Roque São João do Paraíso, Sitio Novo) contava com 6.951 casos confirmados. Desse total, 3.981 eram de Imperatriz. No mês de maio houve 153 óbitos apenas no município caracterizando o mês de maior pico até o momento. Após um período de estabilidade no  final do ano de  2020  para o início de janeiro 2021 inicia-se um cenário de segunda onda com o vírus se multiplicando em vários estados brasileiros. Segundo informe da FIOCRUZ  esse vertiginoso aumento se deve a circulação de uma nova variante do vírus identificada inicialmente em Manaus (AM) denominada P1 com alto potencial de transmissão.    Em 28.03.21  foram registrados 12.534.688 casos e 312.206 óbitos no país com uma taxa de mortalidade alta de 148,6/100.000hab. conforme dados painel CONASS(Conselho Nacional de Secretários de Saúde). O país atinge a estarrecedora marca de mais de 3 mil óbitos em 24 horas nos dias 26 e 27/03/2021. No Estado do Maranhão segundo Boletim SES de 28.03.21   foram registrados o acumulado de 239.953 casos confirmados  e 5.949 óbitos. Na região de saúde de Imperatriz somam  24.876 casos confirmados  e 951 óbitos. Destes 586  foram registrados em Imperatriz que até  23  de março já somava 100 óbitos.  Na região  as taxas de ocupação de leitos clínicos e de UTI tem variado de 80 a 95% tanto na rede pública como na rede privada. Trata-se do maior colapso sanitário e hospitalar da história do Brasil segundo pesquisadores da FIOCRUZ. A situação é dramática no país inteiro e atinge milhares de famílias que lutam em busca de um leito, se desesperam em ver seus entes queridos morrerem na fila de espera, sem poder serem assistidos. Vive-se um duplo luto o primeiro pela perda de alguém que se ama  e outro por não poder velar, ser consolado pelos amigos e familiares pois o protocolo não permite o velório em função da alta transmissibilidade da doença.   Ainda em janeiro a esperança chega em forma de vacina. Graças a ciência que foi heroica e comprometida com a vida torna-se possível vencer esse grande desafio que é o coronavírus. A vacinação ocorre de forma lenta e gradual no país.  O Estado do Maranhão saiu na frente sendo um dos primeiros Estados a iniciar a vacinação. O secretário estadual de saúde Dr. Carlos Lula, presidente do CONASS tem se empenhado  no enfrentamento da pandemia de forma extraordinária tanto no campo da ampliação de leitos como em dar celeridade a vacinação inclusive com contratação de equipes através da Força Estadual de Saúde para auxiliarem os municípios. Na região de Imperatriz houve mudanças de gestores na maioria dos municípios o que já se constitui um fator de dificuldade porque se encontram na fase de  “arrumar a casa” como dizem, e ao mesmo tempo tem que enfrentar  a situação de aumento de casos e demanda por hospitalização e outras  demandas provocadas pela epidemia da COVID-19. Sob a orientação da SES até fevereiro 2021 a Gestão Regional de Saúde apoiou técnico e operacionalmente gestores municipais  para o enfrentamento da pandemia  sem negligenciar a atenção para indicadores de saúde relevantes para a população. A Equipe técnica da Regional de Saúde de Imperatriz tem sido  reconhecida pelos gestores da região por trazer a marca da excelência, compromisso e disposição para melhorar a qualidade da saúde prestada em cada município.  É necessário que cada cidadã e cidadão compreenda que pode ajudar no enfrentamento da pandemia. Juntos podemos enfrentar e vencer esse grande desafio.  Para isso é indispensável adotar as medidas simples que há mais de um ano ouvimos: usar máscaras, higienizar as mãos, manter distanciamento social, evitar aglomerações, ficar em casa. E certamente quando chegar a sua vez: VACINAR.
* Ex-gestora Regional de Saúde de Imperatriz;  Docente Curso Medicina UFMA - Imperatriz; Doutoranda em Saúde Coletiva UFMA
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