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26/03/2021 às 16h17min - Atualizada em 26/03/2021 às 16h17min

Prefeitura de Araguaína denuncia ao MPE possível declaração falsa para receber vacina contra covid-19

Secretaria da Saúde recebeu denúncias anônimas alegando que clínicas estariam emitindo declarações para pessoas que não trabalham no local

Felipe Maranhão
Ascom/PMA
Foto: Marcos Sandes/Ascom PMA

A Prefeitura de Araguaína enviou ao MPE-TO (Ministério Público Estadual) uma denúncia a respeito de possíveis irregularidades em declaração emitida para receber vacina contra a covid-19. O documento é obrigatório e solicitado pelo Município para que o profissional ou estudante da área da saúde receba a dose.

De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, o Município também tem recebido denúncias de que algumas declarações teriam sido emitidas para pessoas que não trabalham nas clínicas ou não se enquadram no grupo estabelecido pelo Ministério da Saúde.

“Diante da inconsistência nas informações das declarações, as unidades básicas de saúde foram orientadas a não fazer a aplicação da vacina. Além disso, as declarações de todas as pessoas que receberam a vacina ficaram retidas na Secretaria da Saúde, que está apurando possíveis irregularidades”, explicou a secretária da saúde de Araguaína, Ana Paula Abadia.

É crime

As declarações emitidas por essas instituições para pessoas que não trabalhem no local serão consideradas falsas pelo Município. De acordo com o Art. 297 do Código Penal, falsificar, no todo ou em parte, documento público, ou alterar documento público verdadeiro é considerado crime e pode acarretar em prisão de dois a seis anos, e multa. A ação também pode se enquadrar no crime de falsidade ideológica, que prevê pena de um a cinco anos, além de multa.

Quem pode vacinar

Segundo o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a covid-19 desenvolvido pelo Ministério da Saúde, são considerados trabalhadores da saúde, todos aqueles que atuam em espaços e estabelecimentos de assistência e vigilância à saúde, sejam eles hospitais, clínicas, ambulatórios, laboratórios e outros locais, compreendendo tanto profissionais como médicos, enfermeiros e nutricionistas, quanto os trabalhadores de apoio, como recepcionistas, seguranças e trabalhadores da limpeza.

A vacina também é ofertada nesta etapa para acadêmicos em saúde e estudantes da área técnica em saúde em estágio hospitalar, atenção básica, clínicas e laboratórios.


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