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23/03/2021 às 00h00min - Atualizada em 23/03/2021 às 00h00min

Delegados, agentes e peritos cruzam os braços durante 'lockdown da segurança' no Tocantins

Vacinação imediata e PECs 186 e 32 foram as pautas levantadas

Assessoria
Em protesto, servidores cruzam os braços e paralisam atividades - Divulgação
 
Delegados, agentes, peritos e outras classes ligadas ao serviço público cruzaram os braços no Tocantins nesta segunda-feira (22). Os manifestantes, representados por vinte sindicatos ligados à área de segurança pública protestam contra propostas de emendas à Constituição Federal (PECs) que promovem a perda de direitos e a favor da priorização de vacinas para a categoria, que trabalha em constante exposição.

O movimento, que ficou conhecido como ‘Lockdown da Segurança Pública’, foi realizado em todo o país e no Tocantins teve adesão de todas as regionais.

A PEC Emergencial 186/2019, que foi promulgada e provoca o congelamento salarial dos servidores, entre outros gatilhos, foi um dos motivos da manifestação. O protesto também é contra a PEC 32/2020, que está em tramitação e altera regras de estabilidade, além de estipular novos tipos de vínculo empregatício com o estado.

Para a presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Tocantins, Sarah Lilian de Souza, a classe já vem acumulando desgastes e a situação se configura grave.

“Nós não paramos de trabalhar um dia sequer, estamos diretamente expostos a todo tipo de situação de risco e queremos mais respeito. Queremos vacinação imediata e que sejam tomadas as medidas cabíveis para que não haja mais nenhuma perda de direitos. Já sofremos muito, e é desonesto que sejamos ainda mais sacrificados pelo mesmo estado que protegemos”, apelou a líder sindical.

Sarah Lilian também reforça que a população carcerária, que não tem ou não deveria ter contato com o exterior, segue com mais prioridade do que a própria classe que presta os serviços de segurança. 

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