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16/03/2021 às 00h00min - Atualizada em 16/03/2021 às 00h00min

Curso de medicina em Araguaína funciona sem condições, afirmam estudantes

Carta aberta denuncia falta de professores, de segurança no campus, de RU e até EPI’s

Centro Acadêmico
Acadêmicos de medicina da Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT), em Araguaína, relataram que o curso corre risco de ser paralisado em decorrência da falta de estrutura e de outros problemas enfrentados.
A denúncia foi feita através de uma carta aberta emitida na semana pelo presidente do Centro Acadêmico (CA) de Medicina, estudante Rafael Silva de Sousa.

Na carta, os acadêmicos afirmam que a coordenação do curso demonstrou preocupação quanto a possibilidade de paralisação devido à falta de professores durante uma reunião com a reitoria e outros representantes da universidade, mas nenhuma medida efetiva teria sido adotada até agora.

“[...] a comunidade acadêmica [...] expressa sua angústia com o cenário instalado e com eminência da paralisação do curso pela falta de professores e pela persistência de condições que desafiam a qualidade da formação médica na UFT/UFNT Araguaína, pedindo socorro às autoridades políticas do nosso Estado e às instâncias administrativas da UFT/UFNT”, afirma a carta.

Falta professor

A carta diz que faltam peças anatômicas naturais e também professores, principalmente, para as primeiras turmas que já estão nos períodos mais avançados.

Além disso, segundo a carta, os laboratórios estão precários, comprometendo a qualidade do ensino. O documento cita, ainda, a falta de EPI’s, baixo efetivo de técnicos laboratoriais, prédio sem estrutura para comportar as turmas, falta de segurança no campus e ausência de área de convivência e inexistência de restaurante universitário no Centro de Ciência e Saúde (CCS).

Problemas sem solução

O Centro Acadêmico também se manifesta contra a oferta de novas vagas para o curso antes que os problemas sejam solucionados. Caso contrário, será transferida para a coordenação e o corpo docente “a catastrófica missão de realocar professores já em número incapaz de atender a atual demanda das 4 turmas já instaladas”.

Segundo a carta, o atual corpo docente “já trabalha na carga-horaria máxima permitida para os cargos” e não terá condições de atender a demanda de uma nova turma.

Medicina é o curso mais novo da UFNT em Araguaína e teve a primeira turma iniciada em 2019 com estudantes oriundos de seis Estados. 
  
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