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13/03/2021 às 00h00min - Atualizada em 13/03/2021 às 00h00min

Editora de Imperatriz publica 3 autoras de Caxias e São Luís

Editora Estampa
Maria José Vilanova Assunção, Maria da Graça Barros de Assunção e Clara Lopes Jovita - Fotos: Divulgação
                
Depois de, em janeiro, publicar o livro “Poemas de Carne e Osso”, da professora universitária Ana Rosário Soares, de Caxias (MA), conforme matéria em O PROGRESSO de 13/02/2021, a Editora Estampa, de Imperatriz, entrega neste início de março três outros livros de autoras maranhenses: “Na Academia”, de Maria José Vilanova Assunção, de Caxias; “De Graça”, de Maria da Graça Barros de Assunção, de São Luís; e “Orações do Cristão”, de Clara Lopes Jovita, de Caxias.
 
Essas e outras autoras publicadas pela Editora Estampa contribuem para confirmar ou fortalecer a imagem do estado do Maranhão como terra de escritores, a ponto de, nos séculos 18 e 19, ser por muitos considerada “Atenas Brasileira”, referência à capital da Grécia e cidade que, na Antiguidade, foi expoente em termos de cultura artística, filosófica e estudantil e onde nasceu a Academia de Platão, da qual derivaram todas as academias de letras, artes, ciência e cultura em geral sobretudo no mundo ocidental.
 
Segundo Giselda Castro, proprietária da Editora Estampa, nos últimos meses vem-se ampliando a quantidade de lançamentos de livros de mulheres autoras: “Ter mais quatro autoras nesta semana do Dia Internacional da Mulher é um triunfo de nossa Editora e um tributo às minhas amigas escritoras”.
A Editora conta com os trabalhos técnicos do “designer” Wesley Almeida e com a consultoria do jornalista, editor e escritor Edmilson Sanches, responsável pela revisão, prefácio e supervisão editorial dos livros. Sanches acompanhou cada uma das quatro obras desde o recebimento dos originais, revisão e fixação de textos, indexação etc., até o último detalhe antes do início dos trabalhos de impressão.
 

As autoras e suas obras

 
A professora Maria José Vilanova Assunção e o livro “Na Academia”
Maria José Vilanova Assunção
PROFESSORA DE MATEMÁTICA EM ACADEMIA DE LETRAS
 
Membro de uma das famílias mais tradicionais de Caxias (MA), Maria José Vilanova Assunção foi durante décadas uma das mais conhecidas professoras de Matemática no município caxiense e em cidades e povoados do Maranhão. Após a aposentadoria, Zequinha Assunção, como é mais conhecida em Caxias, dedicou-se a um amplo e detalhado estudo das origens de três ramos familiares que, ao longo do tempo, constituíram sua própria família.
 
Após demoradas pesquisas, Maria José Vilanova Assunção lançou seu primeiro livro, “As Raízes e Os Ramos  -- Uma Memória de Família”, de 2017. Agora em 2021 lança “Na Academia”, em parceria com Edmilson Sanches, seu colega na Academia Sertaneja de Letras, Educação e Artes do Maranhão (Asleama), da qual Maria José Assunção é diretora financeira eleita para o biênio março 2021/2023.
 
O livro “Na Academia” será lançado no próximo dia 19, em Caxias, em amplo salão de eventos da cidade, com observação de todas as regras de segurança sanitária. Na obra, a autora relembra a vida e os trabalhos do fundador da Asleama, o professor caxiense Manoel de Páscoa Medeiros Teixeira (falecido em 2017, aos 65 anos), e sua mãe, Dª Maria das Dores Medeiros Teixeira (1920—1992), patronesse da Cadeira nº 1 da Academia, que foi ocupada por seu filho Manoel de Páscoa, falecido em 2017, e por Maria José Vilanova Assunção, eleita em 2019 e empossada oficialmente em março de 2020.
 
Depois de muitos anos dedicados à Educação, como professora e gestora, Maria José deixou os números e partiu para a História, os estudos genealógicos. Segundo Sanches, “Maria José Vilanova Assunção se afadigou no universo dos algarismos e números, fórmulas e equações, e agora transpõe para o papel letras e palavras, períodos e parágrafos alguns aspectos dos capítulos de sua vida, de sua experiência, se seu olhar para o mundo que a rodeia.” 
 
 
A psicóloga Graça Assunção e o livro “De Graça”
Maria da Graça Barros de Assunção
GRAÇA ASSUNÇÃO REFLETE, ACONSELHA, SUGERE, MOTIVA
 
A caxiense Maria da Graça Barros de Assunção, conhecida como Graça Assunção, escreveu “De Graça”, seu livro de estreia. Mas o livro é só um segundo meio de suporte e transporte de seu pensamento expresso graficamente. Com um ritmo diário de escrever pensamentos, ela tem diversos cadernos cheios de frases escritas a mão. 
 
Nascida em Caxias e residente em São Luís, Graça Assunção é assistente social e psicóloga. Com a formação e experiência nessas duas áreas, Graça Assunção, segundo Edmilson Sanches, “voa para o mais distante dos espaços  --  o interior humano, o dentro de si mesmo. Assistente Social, ela conviveu com necessidades exteriores. Psicóloga, ela cuidou de carências interiores.” Sanches observa que “não é de estranhar que seja o ser humano a fonte e o destino de suas reflexões  --  como neste livro e nos muitos que há em estado de caderno, diversos deles, de mais de 350 páginas cada. Não é de estranhar que, de modo recorrente, Graça Assunção insista em dizer, a um humano recipiendário, algo sobre esperança e dor, fé e amor. E também sobre conhecer e planejar, cair e levantar. Sempre resistir, continuamente insistir, nunca desistir... para, com leveza e foco, (e)ternamente existir.” 
 
Além de psicóloga e assistente social, Graça Assunção trabalhou no Banco do Brasil, no qual se aposentou. Suas pequenas frases têm gerado grande apreciação em grupos sociais de que ela participa e onde ela reproduz seus pensamentos. Agora faz o caminho inverso: do virtual ao real, do mundo digital ao mundo de papel, tinta e ideias que fazem o livro.
 
O livro “De Graça” traz frases de reflexão e motivação para a vida pessoal e profissional de um ser humano e sua capacidade de superação, mudança e realização.
 
 
A professora Clara Lopes Jovita e o livro “Orações do Cristão”
Clara Lopes Jovita
A ORAÇÃO E A AÇÃO DA PROFESSORA CLARA LOPES JOVITA
 
O livro “Orações do Cristão – Religiosidade Popular Católica” é a quarta obra da professora Clara Lopes Jovita. Em 2020 ela publicou “Esperantinópolis – História e Desenvolvimento: Minha Cidade, Meu Legado” e em 2019 lançou “Cultura e Legado – A Contribuição de Manoel de Páscoa para Caxias” e “Estradas da Vida  --  Memórias e Poesia”.
 
Nascida em Esperantinópolis (MA) e radicada em Caxias, onde se aposentou como professora, Clara Lopes Jovita é membro da Ordem Franciscana Secular (OFS), fundada em Roma há 800 anos, em 1221, integrante da igreja Católica. Em posfácio à obra, o historiador Ricardo Murilo, colega da professora na Academia Sertaneja de Letras, Educação e Artes do Maranhão (Asleama), conta que “Clara, de forma individual, sem qualquer ajuda de terceiros, a partir do ano 2009, vem desenvolvendo na cidade de Caxias alguns projetos sociais de amparo a pessoas humildes e carentes. Inspirada pelos exemplos deixados por São Francisco de Assis, ela sempre mostrou-se preocupada em fazer o bem ao próximo, e com muito carinho e generosidade já ajudou a muita gente, por meio de suas benfeitorias humanitárias.”
 
Esse humanitarismo de Clara Lopes Jovita, se não tiver origem na sua fé, nesta encontra sua força, levando a devotada professora a ir além da oração e materializá-la em ação. Algumas das orações do portfólio espiritual de Clara Jovita são por ela mostradas nesse seu novo livro, que traz tanto orações do Missal Romano e do cotidiano católico quanto orações escritas pela própria franciscana secular. Clara Lopes Jovita não esqueceu orações da infância nem daquelas ensinadas ou apresentadas por amigos ao longo do tempo.
 
O editor do livro, Edmilson Sanches, reconhece que “Clara Lopes Jovita não ora quando apenas está na Igreja ou sozinha em casa. Clara ora quando planta suas plantas, quando no quintal cuida de seus animaizinhos e aves, quando sai como vendedora de seus próprios esforços para levar a outrem o produto de seu trabalho infatigável... Clara ora quando, cuidadosa também do corpo, caminha de madrugada pelas ruas da cidade despidas de gente... Clara ora quando, sem as trombetas de que fala a Bíblia, tanto doa coisas quanto se doa a si mesma em palavras de conforto e fé para o próximo muitas das vezes distante. Clara é boa ação. Doação.” 

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