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23/02/2021 às 00h00min - Atualizada em 23/02/2021 às 00h00min

Justiça adia julgamento do acusado de assassinar publicitária

Julgamento de Lucas Porto estava marcado para esta quarta-feira, mas foi adiado a pedido da defesa

Haidê Rocha
Lucas Porto confessou ter estuprado e matado Mariana Costa, em novembro de 2016 - Foto: Divulgação
O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) adiou nesta segunda-feira (22) a realização do julgamento de Lucas Porto, assassino confesso da publicitária Mariana Costa, morta em 2016. A sessão estava marcada para acontecer nesta quarta-feira (24), em São Luís.

A informação foi confirmada por Mauro Ferreira, advogado da família de Mariana Costa. Segundo o advogado, a defesa de Lucas Porto pediu à justiça a realização de uma perícia e por não conseguir ser concluída a tempo, o julgamento precisou ser adiado.

De acordo com Mauro Ferreira, uma nova data do julgamento foi marcada para o dia 24 de maio. 

Relembre o caso

Mariana Costa, era sobrinha-neta do ex-presidente da República, José Sarney, e foi encontrada morta em 2016 no apartamento onde morava, no bairro Turu, em São Luís. As investigações da Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) apontaram que ela foi estuprada e morta por asfixia.

O empresário Lucas Porto, cunhado da vítima, foi preso como principal suspeito do crime. À polícia, ele confessou a autoria e afirmou que teria matado a jovem por uma atração que ele sentia por Mariana e que não era correspondida.

O acusado segue preso no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, na zona rural da capital maranhense, onde responde pelos crimes de estupro, homicídio e feminicídio.

Após a morte da publicitária, a família de Mariana criou o projeto ‘Somos Todos Mariana’, que ajuda no combate ao feminicídio no Maranhão. A iniciativa leva para bairros e escolas, palestras que alertam sobre a importância da mobilização contra casos de violência contra mulheres.

Dia Estadual de Combate ao Feminicídio

A data do assassinato de Mariana Costa, 13 de novembro, virou símbolo de luta contra a violência com a criação do Dia Estadual de Combate ao Feminicídio. Um projeto foi criado para ajudar as famílias de mulheres que foram mortas ou que sofrem com a violência.

A Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema) pediu a criação de uma frente parlamentar de combate ao feminicídio. O objetivo é fiscalizar os órgãos de proteção à mulher e implantar delegacias no interior do estado para combater esse tipo de crime.

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