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19/02/2021 às 00h00min - Atualizada em 19/02/2021 às 00h00min

PF faz operação contra fraudes no auxílio emergencial em São Miguel e mais dois municípios do Tocantins

PF
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Colinas, Araguanã e São Miguel - Divulgação/PF
A Polícia Federal deflagrou a operação 'Terceira Parcela' para coibir fraudes no auxílio emergencial, pago pelo governo federal em função da pandemia pelo novo coronavírus.
Os mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos nos estados de Minas Gerais, Bahia, Tocantins e Paraíba, na manhã desta quinta-feira (18).

No Tocantins, aproximadamente 20 policiais federais cumprem quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pela 2ª Vara Criminal da Subseção Judiciária de Araguaína, nos municípios de Colinas, Araguanã e São Miguel do Tocantins.

Em Minas Gerais, aproximadamente 200 policiais federais cumprem 66 mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte e em outros 38 municípios. Já nos demais Estados, estão sendo cumpridos sete mandados de busca e apreensão. A operação foi classificada pela PF como a maior ação de combate a fraudes contra benefícios emergenciais do Governo Federal. 

Segundo a apuração da polícia, a suspeita é que criminosos usavam recursos do auxílio emergencial, de pessoas que não tinham solicitado a ajuda, e usavam os valores para o pagamento de boletos (contas de água, energia elétrica, telefonia, boletos, transferências, saques e compras por meio eletrônico). A ação busca provas da atuação de fraudadores. A investigação começou a partir de reclamações feitas na Caixa e o cruzamento de dados com o núcleo de inteligência da PF.

Os objetivos principais da operação são a identificação de fraudes massivas e a desarticulação de organizações criminosas que cometem esse crime. "Nesta primeira etapa da investigação, são alvos os beneficiários de pagamento de contas com valores obtidos com o desvio de auxílios emergenciais. O objetivo da operação é desestruturar ações que causam prejuízo ao programa assistencial e, por consequência, atingem a parcela da população que necessita desses valores", informou a PF. 

A ação é fruto do trabalho conjunto da Polícia Federal, Ministério Público Federal, Ministério da Cidadania, Caixa, Receita Federal, Controladoria-Geral da União e Tribunal de Contas da União.
Os investigados poderão responder pelos crimes de furto mediante fraude com pena de até 8 anos de reclusão.

Essa é a maior operação realizada até o momento contra organizações criminosas e fraudes estruturadas praticadas em virtude dos benefícios emergenciais que auxiliam financeiramente a população mais carente durante a atual crise de saúde pública. 

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