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18/02/2021 às 00h00min - Atualizada em 18/02/2021 às 00h00min

Deputado cobra apuração de crimes cometidos por policiais velados

Deputado Yglésio Moyses (PROS)

Assessoria
Foto: Divulgação
O deputado Yglésio Moyses (PROS) exigiu, durante discurso na tribuna da Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira (17), que se apurem os assassinatos executados por agentes da Polícia Militar do Maranhão. O parlamentar citou, em especial, um caso: o do perito da Polícia Civil, Salomão Matos, morto no último dia 28, em São José de Ribamar.

Na terça-feira (16), Yglésio recebeu a família da vítima em seu gabinete. O policial foi alvejado por quem, até então, as investigações apontam ser policiais velados. Os familiares fizeram a denúncia de que a apuração está parada devido ao desaparecimento de uma das armas utilizadas no crime.

“A mãe alega que ele recebeu 18 ligações dentro do sistema de segurança para assinar, de maneira urgente, essa documentação. Quando chegou na van, sentiu estar sendo seguido. (…) Ao sair, foi alvejado com um tiro na perna e um tiro no tórax, que lhe foi fatal”, conta o parlamentar.

A alegação dos PMs acusados do assassinato é de que eles teriam agido em legítima defesa, uma vez que, segundo eles, a vítima teria atirado primeiro. Eles teriam, também, confundido Salomão com outro policial, supostamente responsável pela morte do tenente-coronel Ronilson, ocorrida também no final de janeiro, em São Luís.
“Não tem sentido algum um cidadão membro da PM, mesmo que, na mais remota das hipóteses, tivesse alguma ligação com o assassinato de Ronilson, tivesse sido morto sem o devido processo legal”, afirmou o parlamentar.

De acordo com os familiares e seu advogado, a arma que sumiu foi a do próprio Salomão – e a suspeita é de que a própria polícia a ocultou, para “limpar a cena” do crime. Assim, não há como definir se Salomão teria, de fato, atirado primeiro e os policiais velados teriam agido apenas por legítima defesa. O celular de Salomão ainda não foi periciado, o que impede que se saiba o porquê das ligações.

Durante seu discurso na tribuna, o parlamentar também citou o caso do comerciante Marcos Santos, em Bacabal, torturado e morto por PMs no dia 1º deste mês. Há bastante tempo, Yglésio vem ressaltando a necessidade de reorganização do comando da Polícia Militar para que esses casos não se repitam.

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