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13/02/2021 às 00h00min - Atualizada em 13/02/2021 às 00h00min

Estampa Editora publica “Poemas para Bolinar a Alma”, de Quincas Vilaneto

Estampa Editora
O livro e o autor, Quincas Vilaneto. - Divulgação
A Editora Estampa, de Imperatriz, entrega mais um livro de sua publicação: “Poemas para Bolinar a Alma”, do escritor caxiense Quincas Vilaneto, pseudônimo do administrador, escritor, pesquisador e poeta Joaquim Vilanova Assunção Neto, que reside em São Luís, integrante do quadro administrativo da Universidade Estadual do Maranhão.

A OBRA – O livro “Poemas para Bolinar a Alma” tem 152 páginas, formato 14cm X 21cm, e contém oitenta poesias. A convite do autor, o prefácio e a revisão e supervisão editorial ficaram sob a responsabilidade do escritor, jornalista e consultor Edmilson Sanches. O “design” da obra é do especialista Wesley Almeida, que integra o corpo técnico da Estampa Editora, dirigida por Giselda Castro. 

Na “Desapresentação” que escreveu e integra seu livro, Quincas Vilaneto diz que “as palavras vêm das ruas, o que sobra vai no vento, não enche o silêncio nem esvazia a solidão ermitã. Não há aqui qualquer distinção entre o que é e o que não é possível, o que se vê não é só o que se vê. A palavra não tem dono, nem por isso deixamos de dizê-la. Talvez não seja real, mas ocupa bocas e línguas.”

Por sua vez, Edmilson Sanches, no prefácio, antecipa que os poemas de Quincas Vilaneto proporcionam “diversas leituras, diversas gratificações”. E prossegue: “Ganha-se ante a densidade poética de Quincas Vilaneto, o domínio do ofício de colocar transcendências em versos. Ganha-se com os surpreendimentos (surpresas com encantamentos) ante o renovar semântico de palavras e frases, de substância e sentido, de signo e significado”. “Mas, sobretudo  -- particulariza Sanches, que é conterrâneo do autor --  ganha-se em ‘caxiensidade’ (o amor ao chão natal, Caxias) e em revivências de cores, odores, primores e até amores da minoridade e sabores verbivocais, audíveis, sentíveis e sensíveis na memória da infância”. Segundo Sanches, “[...] embora se coloquem à disposição para o desfrute estético do leitor poroso, os poemas trazem palavras e expressões e traduzem memórias e emoções próprias de quem criançou-se, meninou-se, rapazoteou-se no mesmo habitat espaço-temporal que Quincas Vilaneto habitou e vivenciou. São as palavras com cheiro de terra (a terra natal) e gosto de infância”. Edmilson Sanches conta que, “recebendo um livro, ganhei de gode um portátil sistema de teletransporte, com certas palavras e expressões me levando para a mais distante das lonjuras, na mais rica das viagens: a viagem para dentro de si mesmo e a distância entre o agora e o passado [...]”. Sanches vê em Quincas Vilaneto “[...] diligente pesquisador da História e inteligente colecionador de variado acervo, [...] o exigente ourives do verso, burilador do poema, cultivador de pérolas verbais, lapidador de diamantes semânticos”.

ESTUDO – A título de posfácio, o livro traz um estudo sobre a obra poética de Quincas Vilaneto, feito pela professora universitária Ana Rosária Soares, mestra em Teoria Literária da UEMA em Caxias. O estudo chama-se “A Voz do Poeta nos Gemidos da Alma: Empalavrando Quincas Vilaneto” e é uma síntese de um trabalho maior que destaca um dos livros do autor caxiense, “Empalavrando Silêncios”, lançado em 2014. Para Ana Rosária, “as obras deste Poeta de Caxias do Maranhão, sua cidade flor, a quem em seus versos exalta com vigor e paixão, não se resumem apenas em silêncios e saudades de uma alma inquieta, inesgotável de fruições e memórias, mas há uma escrita diversa que fala de si e também dos outros, da alma e do corpo. Uma poética de raiz que também ventila na copa das árvores do pensamento e vagueia nas ondas dos sonhos, no tear das ilusões guardadas no balaio em que o próprio poeta ao traquinar a arca da memória se distancia e também se encontra”. Em outro ponto, a professora Ana Rosária Soares diz que “a poesia de Quincas é de amor, de ilusão, de vertigens e saudades, angústias e teimas, dor e sofrimento, rebeldia e erotismo, de gritos e de silêncios. Nessas manifestações o Poeta promove a união da poesia com a vida e sua própria comunhão com a natureza. Sua poesia é lançamento de dardos na pronúncia dos sonhos.”

O AUTOR – Ao final dos versos, o leitor se depara com uma bem-humorada “Poemografia”, uma autobiografia em tópicos, em que Quincas Vilaneto credita o pendor poético ao avô materno, descreve-se como de “feição ambígua, com fortes traços aborígenes” e, de altura, é “entanguido”. Sua crença? “Exercita a compaixão e é fiel a Deus”. Se lhe perguntam a idade, diz que “perdeu as contas, já não é a mesma após os sessenta”. Poeticamente, define sua profissão como “operário do silêncio, coleciona rastros”. Entre as aptidões, “as palavras, o ócio e uma boa pinga”. Nestes tempos pandêmicos, resume assim seu estado de saúde: “Aparentemente sadio, tem a boca suja e a língua ferina”. Joaquim Vilanova Assunção Neto, o Quincas Vilaneto, tem três filhos (Leila, Yuri e Igor) e os diversos livros que publicou são seus “descentes”: “Balaio de Ilusões”, 1997; “Itinerário Poético de Caxias”, 2003; “A Lira dos Esquecidos”, 2006; “O Município e Câmara Municipal de Caxias”, 2006; “Do Prelo ao Prego – Catálogo Histórico da Imprensa Maranhense”, 3 vols. 2008; “Tear”, 2012; “Simplesmente Crônicas” (org.), 2012; “Empalavrando Silêncios”, 2014; “Caxias, 2014; Ao Pé da Letra”, 2016; “Governantes do Brasil” (pesquisa), 2018; “Governantes do Maranhão” (pesquisa), 2018; e, inéditos, textos poéticos para mais alguns livros, além de “Retalhos do Tempo – 200 Anos Legislando”.

A obra já está à disposição dos interessados e pode ser adquirida no endereço eletrônico [email protected] (editora) ou diretamente com o autor, pelo celular e WhatsApp (9) 9.8152-4898 e “e-mail”: [email protected] 

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