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02/02/2021 às 00h00min - Atualizada em 02/02/2021 às 00h00min

Sindicato diz que sem vacinação, volta às aulas é “Sentença de morte”

Sindicato classifica decreto do Governo como genocida; Greve geral é cogitada

Sintet
"Enxergamos que não há possibilidade da volta às aulas presenciais sem a vacinação de todos os profissionais da Educação” diz nota - Divulgação
O decreto do Governo do Tocantins autorizando a retomada das aulas presenciais nas escolas públicas e privadas foi classificado como “sentença de morte” pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado, o Sintet.

A manifestação da entidade representativa, através de nota enviada à imprensa, ocorreu neste sábado (30), um dia após a decisão do Governo.

Conforme o Sintet, o decreto foi editado sem ouvir a categoria e o retorno seguro das aulas depende da vacinação dos profissionais da educação. "Enxergamos que não há possibilidade da volta às aulas presenciais sem a vacinação de todos os profissionais da Educação", pontuou.

O sindicato disse ainda que “tomará todas as medidas possíveis” e acrescentou que “não descarta uma possível greve geral”.

Na nota, o Sintet atribuiu o caos na saúde pública amazonense ao retorno presencial das aulas e frisou que o “Tocantins pode sofrer o drama do Amazonas”.  “Um exemplo claro dessa irresponsabilidade é o Amazonas, que foi o primeiro estado a autorizar o retorno presencial. O que se viu logo depois foi uma tragédia sem precedentes, que pode se repetir aqui no estado, frente a situação caótica da saúde pública que temos, com os casos só aumentando e os hospitais já operando com sua capacidade máxima”, afirmou.

Prefeita de Palmas também criticou
Na mesma noite em que o decreto do Governo do Tocantins foi publicado no Diário Oficial do Estado, a prefeita de Palmas, Cinthia Ribeiro, foi às redes sociais e também criticou a medida.

'É meu povo ... os prefeitos que se preparem! Ausência de comando dá nisso, jogam no colo dos outros a responsabilidade que não tem condição de assumir. O tempo vai dizer quem errou, quem se omitiu. Bora, coragem é p quem tem (sic)”, escreveu a prefeita no Twitter.

Também por decreto, a prefeita cancelou o Palmas Capital da Fé e as demais festividades em ambiente público ou privado no período de 12 a 16 de fevereiro.

Nota completa do Sintet 

"Carlesse e a ofensiva genocida contra a vida. Tocantins pode sofrer o drama do Amazonas”.


Na noite desta sexta-feira, 29, novamente sem ouvir a categoria dos profissionais da educação da rede estadual, o governador Carlesse publicou o Diário Oficial o Decreto nº 6.211/2021, que autoriza a retomada das atividades educacionais presenciais das escolas públicas e particulares no estado.

Embora o decreto faculte esse retorno consoante a realidade local, também de forma não presencial, a decisão é uma sentença de morte neste momento crucial por qual passamos na pandemia.

O atual Boletim Epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde, divulgado nesta mesma sexta-feira, 29, trouxe mais de 558 novos casos confirmados da COVID-19 no Tocantins, que já soma 101.666 registros da doença, com 1.371 tocantinenses mortos.

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Tocantins (Sintet) já tinha deliberado por meio do Conselho Estadual de Representantes, (CER) órgão colegiado de decisão do sindicato, que o retorno às aulas presenciais somente poderia acontecer de forma segura, com vacinação dos profissionais e outras medidas de segurança sanitária.

Um exemplo claro dessa irresponsabilidade é o Amazonas, que foi o primeiro estado a autorizar o retorno presencial. O que se viu logo depois foi uma tragédia sem precedentes, que pode se repetir aqui no estado, frente a situação caótica da saúde pública que temos, com os casos só aumentando e os hospitais já operando com sua capacidade máxima.

Enxergamos que não há possibilidade da volta às aulas presenciais sem a vacinação de TODOS os profissionais da Educação.

Assim, pelo direito à vida e pela prioridade dos professores e demais profissionais da Educação na vacinação, reforçaremos a luta!

Tomaremos todas as medidas possíveis, inclusive fortalecendo as jurídicas já em trâmite, contra esse negacionismo genocida do Carlesse, da Secretária Adriana e de deputados que encabeçaram uma campanha de volta às aulas baseada em achismos, negacionismo e total irresponsabilidade política.

Reiteramos que os trabalhadores nos enviem fotos, vídeos sobre as condições precarizadas de suas escolas, incluindo banheiros, salas pequenas e mal ventiladas, e outras deficiências, para [email protected] Enviar também atestados de contaminação pelo novo coronavírus, relatos de contaminação entre colegas etc.

O Sintet não descarta uma possível greve geral e alerta a categoria e sociedade para esse momento de luta pela vida.

A Direção"

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