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28/01/2021 às 00h00min - Atualizada em 28/01/2021 às 00h00min

Quadrilha de militares presos por fraudar documentos de porte de arma em Goiás e no DF também atuou no Tocantins

Assessoria
Com apoio do Exército Brasileiro Operação apreendeu dezenas de armas de grosso calibre - Divulgação/PC-DF
,A Polícia Civil do Distrito Federal e o Exército Brasileiro prenderam nesta terça-feira (26) pelo menos nove integrantes de uma quadrilha formada por militares da ativa acusados de fraudar o Certificado de Registro de Arma de Fogo a Caçadores - Cacs, a fim de facilitar a aquisição de armamento para beneficiados pelo esquema.

Ao todo, foram cumpridos 26 mandados de busca e apreensão e prisões no Distrito Federal e em Goiás. A ação foi batizada de Operação Cricket. O Ministério Público Militar (MPM) também acompanhou a operação.

As fraudes ocorriam no DF, Goiás e também no Tocantins. O esquema consistia na inclusão de informações falsas no sistema de registro de armas, desta forma pessoas que não teriam direito a possuir o equipamento recebiam autorização para portas armas e munições.

Na casa dos envolvidos, os agentes encontraram 70 fuzis e pistolas de grosso calibre. Além da Polícia Civil, viaturas da Polícia do Exército foram até endereços ligados aos militares e demais integrantes do grupo criminoso. Foram identificadas, até o momento, 18 integrantes.

As investigações duraram aproximadamente 6 meses. A organização criminosa era formada por 18 pessoas, das quais 9 foram presas: três militares da ativa, dois servidores aposentados e quatro civis.

"Eles se utilizavam dessa influência nos servidores da ativa, através de pagamento de vantagens indevidas, para que esses militares conseguissem agilizar e fazer a chamada “vista grossa” para a ausência dos requisitos legais, com a documentação falsa, laudos psicológicos, falsas habilitações técnicas. Inclusive, a questão dos antecedentes criminais”, explicou o delegado da operação, André Luís Leite.

O Exército é responsável pela fiscalização de produtos controlados.

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