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16/01/2021 às 00h00min - Atualizada em 16/01/2021 às 07h00min

Erasmo, Sarará, Dibell

Raimundo Primeiro
Foto: Divulgação
“Apesar de ele continuar o mesmo, só que com um grande diferencial: uma voz cada vez mais apurada, melhor de se escutar. Quem o ouve, nos shows normais – ou durante apresentações especiais – passa logo a admirá-lo. Não há meios termos.

Refiro-me ao principal ícone da música imperatrizense nos dias atuais, o compositor, músico e cantor Erasmo Dibell. O sarará é mesmo multifacetado. Mostra, para aqueles que não o conhecem, ter talento e, sobretudo, empatia. Um jeito diferenciado de atrair o público, conversando, transmitindo calor humano. De ser e gostar de gente, da nossa gente! 

Com o passar dos tempos, Erasmo Dibell permanece, além de genial, interpretando harmonicamente canções autorais e de consagrados nomes da Música Popular Brasileira. Incontestavelmente, permanece com um carisma além do imaginado por muitas das pessoas que o assistem e, principalmente, escutam uma voz singular.

Assim, pois, Dibell mostra ser também um artista antenado com as novidades surgidas no âmbito musical. Internacional e nacionalmente falando. Antes de tudo, uma pessoa imbuída de repassar para o público a melhor das imagens no que tange ao cenário artístico musical brasileiro. “Visitando” o maranhense também. Ou seja, percorrendo por cousas atinentes ao nosso mundo, notadamente Imperatriz, terra que inspira e motiva.

Dibell “surfa” no melhor do que o país tem musicalmente. De Raimundo Fagner, com seus “canteiros”, a Papete, outro extraordinário artista maranhense. Mais ainda: traz à baila sucessos de Belchior, segundo ele, o “maior dos maiores” compositores das terras descobertas por Cabral. 

A parceria com o também maranhense Zeca Baleiro resulta em trabalhos que consubstanciam a música maranhense e, quiçá, brasileira. Músicas que agradam e despertam a atenção nas mais distintas regiões do país. 

A exemplo do que fazia noutros tempos, era de uma remota Imperatriz que não volta mais, lá pelas beiras do Tocantins, rio que muito o inspirou (e ainda inspira), inclusive fazendo surgir trabalhos reconhecidos além-fronteiras, Dibell canta, embala e encanta. Um artista nato. Um cara, cujas energias dos deuses da música, estão sempre a guiá-lo, trazendo a sua mente criações que marcam.“.

Os tempos passaram. O jeito Dibell de ser, entretanto, permanece imutável, reafirmando a máxima de que a melhor maneira de ser grande é fazer-se entender pelos pequenos. 

Cantando aqui, ali e/ou acolá, o Sarará consegue ser entendido por todos, pois suas apresentações proporcionam sinergia junto ao público, entendendo o que ele transmite, inclusive por meio de suas próprias canções. Um linguajar acessível, de todos compreensível. Sobretudo, audível!.

Talento, Dibell mostra ter, desde pequeno. Musicalmente falando, principalmente estudando, aprimorando e, desta forma, aumentando a sua gama de conhecimentos. Lapidando-se. Os tempos estão mostrando o seu crescimento profissional. Uma dimensão maior ainda para quem admira o seu trabalho. 

Foi no inesquecível Festival Aberto Balneário Estância do Recreio (Faber), lá pelos idos de 1980, porém, que Dibell surgiu profissionalmente para o mundo da música. Cantou no mesmo palco nos quais se apresentaram “monstros” da MPB. Em Imperatriz e importantes regiões. Parcerias com outros destacados talentos estabeleceu.

Dibell tem muito ainda para mostrar. Seus fãs conhecem suas qualidades musicais e o quanto ele é possível crescer quando entra em cena, sobe no palco. 

Um artista nato. Com o correr dos anos, obviamente, Dibell conseguiu alçar voos. Grandes voos, percorrendo distantes regiões e, igualmente, aumentando sua gama de conhecimentos e, ao mesmo tempo, fazendo amizades e parcerias, criando elo entre Imperatriz e outros cantos brasileiros. Cidades e pessoas que conheceram e também gostaram do trabalho e da performance do Sarará das terras descobertas pelo Frei Manoel Procópio. Solo que inspira e transpira cultura. Nas suas diversas áreas.

Tons, entretons... um compositor-músico-cantor que percorre facilmente pelos vários caminhos musicais. Dibell faz-se envolver quando surge. Detrás da coxia aparece um artista que surpreende, mas, sobretudo, consegue interagir-se, envolvendo o público. Uns cantarolam, pois conhecem suas letras. Todos, enfim, dançam. Se envolvem!

Apresentações simplesmente fascinante! Momentos memoráveis e de (re)encontros com a nossa boa música maranhense, especialmente a de Imperatriz, em locais aprazíveis – nas proximidades da principal inspiração de artistas e intelectuais – o rio Tocantins. Indivisível, aflora, afirmativamente, o amor de Dibell para com a nossa terra, a nossa gente, as nossas coisas e lousas. Entrelaçamento que faz bem. Agiganta a música imperatrizense!

Dibell é assim: simples, fácil de ser compreendido; inteligente, criador, conseguindo falar facilmente, sem subterfúgios, com as pessoas. Entendível e audível. Dalai Lama diz que “a arte de escutar é como uma luz que dissipa a escuridão da ignorância. Se você é capaz de manter sua mente constantemente rica através da arte de escutar, não tem o que temer”.

O cantor transmite o melhor de si antes, durante e após suas apresentações. Há, sim, um feedback e tanto! 

Dibell é escutador contumaz, querendo saber do que as pessoas gostam, musicalmente falando. Minha constatação acontece ante ao que tenho visto, assistindo-o por diversas e inesquecíveis vezes, inclusive no Centro de Convenções de Imperatriz, durante uma das edições da Feira da Beleza de Imperatriz, realizada pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), presidida por Francisco da Silva Almeida, o Chico Brasil, entusiasta do talento e do trabalho musical realizado pelo Sarará. 

Isso aí, Dibell, parafraseando Gonzaguinha, quando ele diz que “meu coração não mente quanto canta e diz faço exatamente o que sempre quis e é muito importante que eu seja feliz”, não pare! 

Erasmo, música faz bem. E, segundo Friedrich Nietzsche, “sem a música, a vida seria um erro”. 

Portanto, permaneça fértil do ponto de vista musical, e, obviamente, criativo, trazendo à tona canções que encantam e transformam. Melhoram os nossos dias, as nossas vidas, seus fãs! E sem erro na assertiva: súditos do integrante da “Corte”, do “Imperador Tocantins”, o nosso imponente e inspirador rio Tocantins! 

“Navegue”, pois, pelos rios do bem, seguindo o exemplo do grifo, figura lendária, que lembra a águia, sempre em sentinela, defendendo-nos, sendo o “embaixador” da nossa cultura.

“A música expressa o que não se pode ser dito em palavras, mas não pode permanecer em silêncio”, disse o romancista francês Victor Hugo.

Avante, Sarará!

Eramos, Dibell, um nome, vários nomes. Talento crescente!

Dibell, parabéns pela passagem do Dia Internacional do Compositor, comemorado na sexta-feira, 15 de janeiro!

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