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01/01/2021 às 00h00min - Atualizada em 01/01/2021 às 00h00min

Os efeitos cumulativos do sol

A preocupação maior é quanto ao câncer, mas a irradicação solar mancha irremediavelmente à pele

Da Redação
GB Edições
O sol é necessário à vida. No entanto, a exposição exagerada pode causar danos irreversíveis à pele, que vão desde manchas escuras e brancas até doenças mortais como o câncer de pele / GB Imagem
Quando chega o verão, as recomendações quanto aos cuidados com o sol se intensificam e o medo primeiro é quanto ao câncer de pele. No entanto, os raios solares causam também manchas de difícil tratamento e que podem afetar muito a autoestima das pessoas. Ninguém gosta e ninguém quer ter manchas na pele.
 
Geralmente as manchas são escuras, mas, e quando aparecem aquelas manchas brancas, geralmente nas costas e nos ombros? E quando essas manchas brancas são nos braços e nas pernas?
 

Elas aparecem de repente, não doem, mas incomodam!

 Os especialistas explicam que quando as manchas são nas costas, geralmente são causadas por um fungo e são um tipo de micose. Os tais fungos impedem que a pele produza melanina quando exposta ao sol e por isso o local fica manchado de branco quando se vai à praia, por exemplo. Daí a crença popular de que a pessoa “pegou a micose na praia”, mas na verdade o fungo já estava com a pessoa, esperando o momento oportuno para manifestar-se.
 
Esse tipo de mancha é relativamente fácil de ser tratado. É feito com uso de sabonetes e shampoos específicos e medicação oral.
 
Agora, as manchinhas brancas que aparecem nos braços e nas pernas são chamadas de leucodermias e estão relacionadas à exposição ao sol; podem ser difíceis de eliminar.
 
Geralmente, o dermatologista faz uso de ácidos e o melhor remédio ainda é o protetor solar, cujo uso deve ser intensificado nas áreas afetadas.
 
Outro tratamento usado é a criocirurgia com nitrogênio líquido. Apesar de ser um procedimento de consultório, só pode ser realizado por médico dermatologista. Cuidado com a picaretagem.
A criocirurgia não precisa de anestesia, já que a dor não é intensa e o procedimento é rápido. O médico aplica um fino jato de spray de nitrogênio líquido apenas sobre o local afetado que sofre um congelamento imediato.
 
O congelamento “mata” as células do local trado. A sensação após o procedimento é de leve ardência ou sensação de coceira que dura aproximadamente 30 minutos. Nos dias que seguem ao procedimento, formam-se crostas finas e escuras, as quais se soltam dentro de um mês, no máximo.
 
Quando eliminada as crostas, a pele ainda se mostra esbranquiçada, no entanto, pouco a pouco se pigmenta novamente e normaliza o aspecto.
 
Durante o período de recuperação da criocirurgia, deve-se expor a área tratada aos raios solares, antes das 10 horas ou após as 15 horas, para estimular a produção de melanina, sendo que fora deste período deve ser protegida com bloqueador solar.
 
Os especialistas explicam que o resultado varia de pessoa a pessoa; em alguns casos é necessária mais de uma sessão de criocirurgia, sendo que os resultados satisfatórios aparecem de forma gradativa.
 
Sempre é bom relembrar que os efeitos nocivos do sol são cumulativos. Se uma pessoa tomou bastante sol em sua vida, sem a devida proteção, à medida que envelhece as manchas na pele – escuras ou brancas – podem se intensificar e são difíceis de eliminar. Tratamentos específicos clareiam a pele, melhoram o aspecto e ainda a maquiagem é grande aliada para camuflar as manchas.
 
Por isso, o bloqueador solar é muito importante. Também para prevenir o câncer de pele. O seu uso deve ser incorporado ao dia a dia desde a infância.
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