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24/12/2020 às 00h00min - Atualizada em 24/12/2020 às 00h00min

JOSÉ RIBAMAR SILVEIRA – Zé Trajano

Carlos Brandâo
Foto: Divulgação
Nasceu dia 12/06/29 no povoado Puçá, município de Passagem Franca-MA. Filho de Trajano Rodrigues da Silveira e Antonia Carneiro, era o 3° de 8 irmãos.

Viveu grande parte de sua infância e adolescência em Passagem Franca-MA, depois se mudou para o povoado ‘Piaus’, no município de São Domingos-MA. Lá cultivou grandes amizades e aprendeu a arte de sapateiro na oficina do Sr. Eneas Miguel Taveira. 

Na juventude, serviu no 25º Batalhão de Caçadores em Teresina-PI, ocasião em que desenvolveu uma grande amizade com um companheiro de farda por quem tinha grande admiração e respeito por sua conduta ilibada e comportamento exemplar. Por conta disso, prometeu ao amigo que se viesse a ter um filho iria colocar o nome de Jackson em sua homenagem.

Dentre as atividades juvenis mais apreciadas, tinha a de se divertir passeando nos povoados montado em seu garboso cavalo empunhando um revólver com a cartucheira cheia de balas, comportamento muito comum naquele tempo, e também participar das festas que aconteciam em São Domingos e toda a região conhecida como Japão – eram os famosos vesperais. 

Tinha a fama de valente e também de bom dançador. Foi num desses vesperais que conheceu Cecy Pereira Silveira e se encantou com a formosura, leveza e elegância com que dançava. Casou-se mais tarde com ela e teve um único filho: Jackson Pereira Silveira.

Em 1962, acompanhado por uma leva de pessoas que migravam da região conhecida como Japão, mudou-se para Imperatriz em plena inauguração da rodovia Belém-Brasília pelo presidente Juscelino Kubitschek. 

Zé Trajano, como era conhecido, exerceu várias atividades comerciais, não se aquietava, comprava e vendia de tudo, de vidros a terrenos, mercadorias, secos e molhados inclusive terras e peles de animais (gato maracajá, onça, veado) e vendia tudo para seu Caetano. Ganhava e perdia com grande facilidade. 
Aqui chegando, foi trabalhar na prefeitura com o prefeito João Meneses, depois voltou com outros prefeitos, como Carlos Gomes de Amorim (ele era o responsável pelos trabalhos de abertura de algumas estradas municipais, como da entrada da rodovia BR-010 para Cidelândia e São Francisco do Brejão e a rodoviária de Açailândia). Depois trabalhou com Dr. Fiquene até o governo de Davi Alves Silva.

Era tido como um caçador exímio, gostava de caçar tanto que tinha seus grupos para empreender suas famosas caçadas, que chegavam a durar uma semana. Foram colegas de caçadas: Antonio Miguel, Zé Ramalho, Joaquim Xandú, Isaias, Mauro do Bar, Luis Franco, seu Geraldo, Vicente Soares e Manoel Leão, dentre outros. Sobre este último citado, o Manoel Leão, tornaram-se grandes amigos, uma amizade sincera e leal a ponto de Zé Trajano quase se mudar para a Fazenda Bacuri da Linha, propriedade de Manoel Leão, situada no povoado Firmeza, município de Montes Altos.

Com suas estadas demoradas na casa do Manoel Leão, Zé Trajano cultivava uma roça, plantava árvores frutíferas (ele sempre gostou de plantas, chegou a ter um viveiro). Comprava bezerro para criar de meia, ou seja, era quase um sócio. Por sua presença constante e demorada na localidade ,Zé Trajano acabou levando o desenvolvimento e inovações para o local como por exemplo: ajudou a fundar e construir uma escola rural chamada Francisco Fiim, que atendia as crianças do povoado, levou um motor a diesel para iluminar as partidas de baralho que viravam a noite, mas também fazia chegar água à casa e às plantações. Quando era tempo da Quaresma, era comum a família do Zé Trajano ir passar os “dias grandes” e lá sua esposa Cecy conduzia as celebrações religiosas, fazia a Via Sacra e celebrava a Páscoa do Senhor. Eram momentos de grande alegria e convivência fraterna. Dona Ginu e Leoniza se encarregavam dos comes e bebes sempre fartos e alimentava a quantos tivessem na casa que era sempre cheia. Tinha também sua turma fiel para jogar canastra e dominó: Zé Ramalho, Isaias, Sandoval e seu Geraldo. 

Zé Trajano era responsável na cidade pelo Clube de Caça e Tiro. Também foi Comissário de Menor – realizava este trabalho com grande satisfação. 
Com sua esposa Cecy, que era muito católica, participou de alguns movimentos da Igreja Católica como MCC – Movimento de Cursilho de Cristandade, onde perseverou por muitos anos na Escola Vivencial e no Grupo Santo André, além de trabalhar em alguns cursilhos. Tempos depois fez o Encontro Cristão de Vivência Conjugal – ECVC e participou durante vários anos no Grupo São Paulo, formando grandes amizades. Também participava com assiduidade dos encontros de reflexão e oração que a Família São Vicente realiza anualmente, inclusive eu, Brandão e Irani, fomos palestrantes em um desses encontros.
 
Nos seus últimos anos de vida, viveu na Av. Getúlio Vargas em frente à Banca do Chico na Praça de Fátima (local de convivência e brincadeira dos seus netos). Foi um dos responsáveis por plantar algumas das mangueiras existentes da Praça de Fátima e chegou até arrumar uma ‘briga’ com o governo do ex-prefeito Jomar Fernandes que queria tirar os pés de manga quando reformou a praça. 

Com sua esposa Cecy frequentou muito a Catedral N. Sra. de Fátima, onde desenvolveu sua vida religiosa e da família. Como o casamento do filho Jackson, a catequese, o batismo, a eucaristia e crisma de todos os netos. Lá também celebrou suas Bodas de Rubi e de Ouro.

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