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23/12/2020 às 00h00min - Atualizada em 23/12/2020 às 00h00min

Secretaria da Mulher intensifica ações em combate ao aumento da violência em 2020

Apoio por meio da rede de enfrentamento foi essencial

Islene Lima - Ascom
Para agendar atendimento presencial o contato é: (99) 99193-1717. É disponibilizado também em todo território nacional o 180 e o 190 da Polícia Militar para denúncias - Foto: Patrícia Araújo
 A Prefeitura por meio da Secretaria Municipal de Políticas para Mulher, SMPM, intensificou os trabalhos e ações de combate à violência contra a mulher durante todo o ano de 2020.

No  Centro  de Referência de Atendimento à Mulher, CRAM, foram cerca de 364 casos novos e 72 retornos de mulheres em situação de violência, até o mês de novembro.

A assistente social do CRAM, Sueli Brito, explica que mesmo em meio à  pandemia, a Secretaria trabalhou juntamente com os demais serviços da rede de enfrentamento, para que essas mulheres tivessem assistência e a possibilidade de denunciar o agressor.

“Foi um ano atípico, estávamos no meio de uma pandemia, e ao mesmo tempo preocupadas com as mulheres que agora estavam trancadas, sem poder pedir ajuda. Isso foi uma das nossas maiores preocupações durante esses meses de isolamento social”.

Sueli destaca que mesmo diante dessa situação, a mobilização da secretaria e dos serviços de apoio foram extremamente atuantes. Ela fala que foram realizadas lives, debates, distribuição de  alimentos, atendimentos por meio de telefone, além da mobilização com relação ao ato da mulher denunciar e ser protegida.

A secretária Dilaney Magalhães, reitera o compromisso da gestão com as mulheres imperatrizenses. Ela recorda que, antes da pandemia, foram realizadas campanhas contra a violência e assédio no carnaval, com entrega de material informativo nos principais pontos da cidade, além de diversas reuniões voltadas ao cuidado da mulher. Além disso, ela relembra da confecção e entrega de máscaras, produzidas pela equipe da secretaria da mulher, que foram distribuídas às mulheres assistidas pelo CRAM, Casa Abrigo e diversos lugares da cidade.

“Tivemos um ano complicado, porém cheio de conquistas, a exemplo, alinhamos a construção do Projeto de Ressocialização para o Homem agressor da mulher. Tivemos o Agosto Lilás, onde promovemos ações voltadas ao direito da mulher viver sem violência. Realizamos panfletagens e distribuição de cartazes sobre os 14 anos da Lei Maria da Penha e,  recentemente, fizemos a campanha em alusão ao Dia Internacional de Combate à Violência Contra Mulher”.

Vale ressaltar, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, FBSP, os casos de feminicídio cresceram 22% em 12 estados durante o pico da pandemia.

“Infelizmente os números não são positivos, tivemos mortes em Imperatriz que destruíram famílias e que jamais serão esquecidas, por isso a nossa luta não pode parar”, afirma Dilaney.

Os serviços de apoio como a Casa Abrigo Dra. Ruth Noleto, o CRAM, Delegacia Especializada da Mulher – DEM, Promotoria Especializada da Mulher, Hospital Municipal de Imperatriz – HMI, Centro de Referência da Assistência Social – CRAS, entre outros, estão à disposição para o enfrentamento da violência contra a mulher.

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