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17/12/2020 às 00h00min - Atualizada em 17/12/2020 às 00h00min

PC realiza segunda etapa da ‘Operação Ostentação’ contra quadrilha de hackers

Com núcleo em Imperatriz, a quadrilha causou prejuízo ao Banco Nubank no valor de R$ 13 milhões

Dema de Oliveira
Cúpula da Segurança Pública do Maranhão na coletiva de ontem durante a Operação Ostentação - Foto: Dema de Oliveira/O PROGRESSO
A Polícia Civil do Maranhão desencadeou nesta quarta-feira (16) a segunda etapa da ‘Operação Ostentação’, que visa o combate a uma quadrilha de hackers, que nos últimos meses vem agindo na capital e cidades do interior do Maranhão, entre elas Imperatriz, como também em Goiás e Tocantins.

Os mandados de prisões e de buscas e apreensões foram cumpridos em Imperatriz, São Luís, Governador Nunes Freire, Açailândia, Carolina, São João do Paraíso, Paço do Lumiar, São José de Ribamar e João Lisboa, todas no Maranhão, além de Aparecida de Goiás (GO), Augustinópolis e São Bento em Tocantins. Mais de 200 policiais, do Maranhão, Goiás e Tocantins, trabalharam nas cidades alvos da operação.

De acordo com a polícia, 98 mandados entre prisões e buscas e apreensões foram distribuídos e 58 pessoas foram presas, sendo 20 preventivas e 38 temporárias. Em Imperatriz, que segundo o secretário Jefferson Portela é o núcleo central do esquema de fraude, foram realizadas 29 prisões, sendo 20 temporárias e 9 preventivas. Segundo a autoridade policial, existem foragidos em Imperatriz, como também em outras cidades que fazem parte do roteiro da operação.

Na operação, foram apreendidos dez carros de luxo, relógios de ouro, entre outros objetos de ostentação. Casas de alto padrão, em locais que não foram informados pela polícia, foram notificadas. Os nomes dos suspeitos presos não foram divulgados.

Vampiros Sociais
Na coletiva realizada na manhã de ontem, no auditório do Colégio Militar em Imperatriz, com toda a cúpula da segurança pública do Maranhão, o secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, taxou a quadrilha investigada de vampiros sociais. “Essa quadrilha realizou 1.400 fraudes em um período de cinco meses e subtraía cerca de R$ 100 mil, em apenas cinco minutos. São os vampiros sociais”, destacou.

Os criminosos geravam links falsos de boletos de pagamento, que quando acessados deixavam os dispositivos das vítimas vulneráveis para o roubo dos dados bancários. Dessa maneira, deram um prejuízo de R$ 13 milhões ao Banco Nubank, que nesses casos tem de ressarcir os clientes cujas contas foram visitadas por hackers.

Policiais envolvidos
Jefferson Portela informou que policiais participaram do esquema fraudulento que desencadeou a segunda etapa da Operação Ostentação. Não se sabe, ainda, se os policiais envolvidos são da Polícia Civil ou Militar. Essas informações ainda estão sendo investigadas. A participação dos policiais foi na questão de fazerem vista grossa, para o qual recebiam propinas. “O esclarecimento sobre o envolvimento de policiais é fundamental, para que seja feita apuração administrativa, como também para serem responsabilizados por seus crimes no Ministério Público e pela justiça”, destacou Portella.

Os presos foram encaminhados inicialmente para o Colégio Militar, onde foram ouvidos e, em seguida, encaminhados ao Sistema Prisional, onde ficarão até ulterior determinação da justiça. Eles vão responder por furto qualificado, falsificação de documentos e organização criminosa.

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