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06/12/2020 às 16h36min - Atualizada em 06/12/2020 às 16h36min

Projeto da Embrapa Cocais vem agregando valor à amêndoa e ao mesocarpo do babaçu

O objetivo do projeto é estudar possibilidades de ocupar novos nichos de mercado a partir da agregação de valor ao produto

Flávia Bessa (MTb 4469/DF)
Da Assessoria/Embrapa Cocais
Foto: Divulgação/Cocada de babaçu – Wikipédia

No próximo dia 6 de dezembro, às 16h, as quebradeiras de coco da comunidade de Pedrinhas, em Itapecuru-MA, vão participar do Festival Fartura Gastronômica du Brasil, em parceria com o Chef Rafael Bruno, para discutir as possibilidades gastronômicas do coco babaçu. A iniciativa faz parte do Festival Fartura Gastronomia do Brasil e tem o objetivo de discutir as possibilidades gastronômicas do coco babaçu. O evento pode ser assistido pelo endereço de Instagram @farturabrasil e pelo site https://www.farturabrasil.com.br/.

Para o Chef Rafael Bruno, este ano o Festival inovou com  a Mercearia  do Fartura, que  irá  apresentar  pequenos produtores  de todo Brasil. O babaçu é um grande símbolo da gastronomia maranhense e com ele temos as protagonistas que são  as quebradeiras  de coco. O projeto transformador da Embrapa apresenta possibilidades gastronômicas e econômicas que o coco babaçu pode proporcionar, gerando novas perspectivas de vida a essas mulheres”.

Segundo a pesquisadora da Embrapa Cocais Guilhermina Cayres, as quebradeiras de coco de Pedrinhas passaram a ter visibilidade em nível regional e nacional a partir dos novos produtos alimentícios de babaçu que estão sendo desenvolvidos com pesquisas da Unidade da Embrapa no Maranhão em conjunto com parceiros institucionais. “Além dos produtos alimentícios, elas estão em processo de capacitação para acessar novos mercados, uma oportunidade de apresentar seus produtos para novos públicos e novos clientes”.

O objetivo do projeto é estudar possibilidades de ocupar novos nichos de mercado a partir da agregação de valor ao produto, promovendo a interação de conhecimentos técnicos e tradicionais para aumentar o valor agregado da produção artesanal e a inserção das quebradeiras de coco no mercado. Os estudos abarcam diferentes exigências do mercado de alimentos: nutrição, saúde, qualidade e segurança alimentar, serviço ambiental, valorização dos produtos da culinária regional e da cultura regional, gastronomia e turismo, entre outros, além de permitir a inclusão social das quebradeiras de coco. “Grupos organizados de quebradeiras de coco produzem e comercializam pães, bolos, biscoitos e sorvetes feitos com babaçu, cuja produção local não consegue atender nichos de mercado que valorizam alimentos artesanais devido à falta de padronização, informações técnicas nos rótulos e regularidade desses produtos. Acredita que o crescente interesse sobre alimentos artesanais abre oportunidades ao babaçu como matéria-prima para a alta gastronomia e nichos de mercado”, avalia Guilhermina.

O projeto da Embrapa Cocais para desenvolver novos processos e produtos alimentícios feitos com a amêndoa e com o mesocarpo de babaçu visando ocupar novos nichos de mercado a partir da agregação de valor ao produto tem recursos do Bem Diverso (GEF/PNUD), Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão - FAPEMA e recursos descentralizados da Embrapa.


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