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17/11/2022 às 17h17min - Atualizada em 21/11/2022 às 00h02min

Dia da Consciência Negra: 6 escritores negros que é preciso conhecer

Verisoft, plataforma de leitura, separou uma seleção de notáveis escritores negros para conhecer por meio do aplicativo Livroh

SALA DA NOTÍCIA Natalia Santana
Divulgação

Dia 20 de novembro se celebra o Dia da Consciência Negra. A data foi escolhida em homenagem a morte de Zumbi dos Palmares, um homem negro nascido em um quilombo que lutou contra a escravidão no Nordeste até a sua morte em uma batalha contra colonos portugueses. Seu corpo acabou sendo exposto em praça pública, para se tornar um exemplo para aqueles que pensassem em querer confrontar os colonizadores portugueses. 

A luta de Zumbi ficou marcada na história do Brasil como um exemplo de resistência contra o racismo. Sua força foi passada durante todas gerações,  tornando-se um feriado nacional para relembrar a importância desta batalha contra a desigualdade presente na sociedade. Para comemorar a data e trazer ainda mais conhecimento sobre esta causa, a Verisoft por meio das plataformas Livroh, que oferece um extenso catálogo de livros e audiolivros,  separou algumas indicações de notáveis escritores negros que é preciso conhecer.

O Livroh  pode ser acessado por meio do celular ou tablet (Android e iOS) e também pelo computador. Além do catálogo pago com mais de 45 mil exemplares, oferece ainda 600 e-Books gratuitos em seu acervo.

1 - Conceição Evaristo 


 

Conceição Evaristo é uma escritora da literatura contemporânea brasileira, nascida em 1946 em Belo Horizonte. Em sua vida acadêmica se formou em letras e concluiu mestrado e doutorado, sendo consagrada escritora apenas em 2018 com obras que trazem o foco na desigualdade racial, com protagonismo feminino e mostrando a realidade da discriminação etnica. Autora do livro “Olhos D’água”, aborda em sua obra  a violência e a pobreza urbana, com foco na população afro-brasileira. 

 

2 - Machado de Assis 

Machado de Assis, nasceu no Rio de Janeiro em 1839 e foi um dos escritores mais importantes do século XIX, com destaque no romance e no conto. Seu primeiro poema foi publicado na Revista Marmota Fluminense, nomeado como “Ela”. Uma de suas obras que retratam a desigualdade presente na sociedade foi escrito em parceria com autores de diversas nacionalidades, incluindo nomes como Lima Barreto, Maria Firmina dos Reis, Conceição Evaristo, Andrea Fernandes, Cuti Dario de Melo, Esmeralda Ribeiro, Fragata de Morais, João Melo, Jorge Arrimar, Luandino Vieira, Olonkó, Oswaldo de Camargo, Tambá Mbotoh e Uri Sissé. Com autores de diferentes culturas, Contos do Mar Sem Fim, conta a vivencias de cada país, incluindo momentos de dores como guerras e a escravidão que aconteceu na Africa. 

3 - Djamila Ribeiro 

Djamila Taís Ribeiro dos Santos é filósofa, ativista social, professora e escritora, que por meio de seus livros, consegue dar voz às minorias que sofrem constantes violências na sociedade por meio da desigualdade social presente no Brasil. Em seu livro “Lugar de Fala”, que faz parte da coleção Feminismos Plurais, traz questões do feminismo de forma acessível e didática, com o objetivo de desmitificar o lugar de fala por meio de contextos da sociedade e, assim, conseguir identificar problemas e entender onde é o local de cada indivíduo neste contexto social. 

 

4 - Angela Davis 

Angela Davis é uma filósofa, professora e ativista estadunidense. A autora está na luta contra a desigualdade e buscando os direitos principalmente para mulheres negras desde 1960, sendo influenciada pelo marxismo e pela escola de Frankfurt. Em sua biografia ela retrata as principais desigualdades na década de 1970 nos Estados Unidos, contando sobre sua carreira como professora e mulher, que foi interrompida quando entrou para a lista das 10 pessoas mais procuradas pelo FBI, por querer denunciar os problemas vividos na sociedade.

 

5 – Florestan Fernandes 


Florestan Fernandes nasceu em São Paulo em 1920. Em sua carreira foi sociólogo, professor, colunista e deputado brasileiro. Formado pela Universidade de São Paulo, sempre carregou consigo a luta em busca da igualdade no país. Em seu livro escrito em parceria com Abdias Nascimento, Wole Soyinka, Elisa Larkin Nascimento e Sergio Kon, “O genocídio do negro brasileiro”, traz reflexões e testemunhos  sobre a desigualdade vivida por seus escritores. 

6 - Bell Hooks 


Bell Hooks nasceu em 1952 nos Estados Unidos. Em sua carreira foi pensadora, professora, ativista, principalmente pelo movimento antirracista e feminista, e escritora. Com mais de 30 livros publicados, a estadunidense focava em assuntos que mostrassem a luta das minorias, defendendo a importância de trazer pautas como o racismo, o amor, a desigualdade social e de gênero e de críticas ao sistema capitalista, mas sem separar tais assuntos de uma leitura prazerosa e que traga lazer para o leitor.  Sua obra “Anseios”  reúne alguns textos clássicos sobre a crítica cultural da autora no ano de 1980, com temas como pedagogia, pós-modernismo e política são abordados e examinados. 

 


 
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