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17/11/2022 às 18h15min - Atualizada em 17/11/2022 às 18h15min

PF investiga desvio de R$ 700 mil em recursos públicos no Maranhão e Piauí

Foram desviados recursos de produtos e insumos destinados ao combate da covid-19 no município de Pedreiras, no Maranhão

Informações da Polícia Federal
Foto: Divulgação/PF
 
A Polícia Federa deflagrou nesta quinta-feira (17) a Operação Arrivismo, nos municípios de São Luís, Pedreiras, Bacabal, Timon e Teresina (PI), para desarticular grupo criminoso que realizava a venda fictícia e superfaturada de produtos e insumos destinados ao combate à pandemia da covid-19 no município de Pedreiras.

Estão sendo cumpridos 20 mandados de busca e apreensão e outras medidas diversas da prisão decretadas para 17 alvos da operação. Ao todo 66 policiais federais e 4 auditores da Controladoria-Geral da União cumpriram as determinações judiciais, em decorrência de representação elaborada pela Polícia Federal.

Informações iniciais apontavam para suposta simulação e superfaturamento na venda de vários insumos e materiais que deveriam ser utilizados no combate à pandemia, como aventais, máscaras, ventilador eletrônico e diversos litros de álcool em gel.

Posteriormente, a pedido da Polícia Federal, a Controladoria-Geral da União reforçou os indícios anteriores e trouxe elementos indicadores de fraudes em pelo menos sete processos de dispensa de licitação do município de Pedreiras.

A partir dos dados fornecidas por esses órgãos, a Polícia Federal efetuou a análise de informações financeiras suspeitas constantes em extratos bancários e confirmou movimentações atípicas de pelo menos quatro empresas envolvidas, calculando prejuízos aos cofres públicos que ultrapassam os R$ 700 mil.

O grupo criminoso realizava a combinação e montagem de diversos processos de dispensa de licitação, muito comuns durante a pandemia de covid-19, a fim de justificar a contratação de empresas específicas, beneficiando empresários e servidores públicos.

No decorrer das investigações verificou-se, ainda, a existência de relação de parentesco entre sócios das empresas que participaram da pesquisa preliminar de preços e a existência de fluxo financeiro entre essas empresas e a contratada.

Se confirmadas as suspeitas, os investigados poderão responder pelos crimes de fraude à licitação, peculato, sonegação fiscal, lavagem de capitais e associação criminosa, com penas que somadas podem chegar a 34 anos de prisão.

A justificativa para o nome arrivismo se baseia na qualidade de uma pessoa arrivista, que faz tudo para obter sucesso, não se importando com as consequências de seus atos. O nome foi escolhido devido ao fato de as fraudes ocorrerem durante o pico da pandemia da covid-19 no Brasil, o que gerou uma oportunidade para os criminosos.

O grupo criminoso está sendo investigado pela Polícia Federal 

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