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10/11/2022 às 18h48min - Atualizada em 10/11/2022 às 18h48min

Polícia Civil deflagra no Maranhão operação contra sequestradores que exigiam resgate em criptomoedas

O alvo da operação foi o município de Imperatriz, onde três pessoas foram presas

ASCOM-PCMA
Armas, munições, dispositivos eletrônicos, celulares e cartões apreendidos - Foto: Divulgação/Ascom PC-MA
 
Uma megaoperação foi realizada pela Polícia Civil do Maranhão, na manhã desta quarta-feira (9), voltada a desarticulação de grupo criminoso atuante no crime de extorsão mediante sequestro que exigia valores existentes em plataformas de criptomoedas. 

O alvo da operação foi o município de Imperatriz, onde 3 pessoas, dois homens e uma mulher, que não tiveram os nomes revelados, foram presas. Além do Maranhão, a ação policial foi realizada nos estados do Ceará e Tocantins.

Segundo o Departamento de Combate ao Crime Tecnológico (DCCT/SEIC), os presos são integrantes de um grupo responsável pelo sequestro de pelo menos duas vítimas no Estado de São Paulo em maio deste ano. Durante o crime, as vítimas foram forçadas a realizar a transferência de mais de dois milhões de reais em bitcoins como condição para a liberação do cativeiro.

As investigações que foram iniciadas pela Polícia Civil de São Paulo e Cyvergaeco de Ribeirão Preto, apontaram que os sequestradores tinham prévio conhecimento de que as vítimas mantinham os criptoativos em um “hardware wallet” (carteira física) e executaram o crime visando justamente à obtenção desses recursos.

Após modernas técnicas de investigação foi possível identificar que após recebimento do resgate, os criminosos realizaram múltiplas transferências para mais de cento e vinte endereços distintos na própria blockchain, na tentativa de ocultar a origem dos valores. A manobra, no entanto, não impediu o rastreamento dos criptoativos e a identificação dos criminosos.

No Maranhão, foram cumpridos 3 mandados de prisão temporária e 4 mandados de busca e apreensão, as ações. Foram apreendidos na ação equipamentos (mídias e dispositivos eletrônicos) de uma central de criptomoedas e falsificação de cartões, arma de fogo calibre 9mm, dois veículos Corolla e duas motocicletas. 

Equipes da DCCT/SEIC e da SPCI, através da Regional de Imperatriz e GPE (Grupo de Pronto Emprego de Imperatriz, realizaram o trabalho.

Como resultado da operação policial, foram cumpridos um total de 6 mandados de prisão temporária e 9 de busca e apreensão. Participaram da operação 50 policiais civis e 12 viaturas policiais.

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