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08/11/2022 às 18h59min - Atualizada em 08/11/2022 às 18h59min

Presos suspeitos de ataques hackers no Maranhão e Rio Grande do Sul

ASCOM-PCMA
Polícia Civil durante o cumprimento dos mandados de prisão e busca e apreensão em Imperatriz - Foto: Divulgação/Polícia Civil do Maranhão
 
No último sábado, a Polícia Civil do Maranhão em um trabalho conjunto com a Polícia Civil e o Instituto Geral de Perícias Rio Grande do Sul, deflagrou uma ação policial batizada de “Operação Bug Data” que resultou no cumprimento de dois mandados de prisão preventiva, e dois mandados de busca e apreensão contra dois homens investigados pelos crimes de extorsão, invasão de dispositivo informático, interrupção e perturbação de serviço informático e temático e associação criminosa. De forma simultânea, os alvos foram presos nas cidades de Imperatriz e em Bagé, no Rio Grande do Sul.

Segundo o Departamento de Combate aos Crimes Tecnológicos (DCCT/SEIC), foi instaurado procedimento policial a partir da notícia de que um provedor de internet na cidade de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, foi atacado com o objetivo tornar o serviço indisponível ao sobrecarregar a largura banda do servidor ou fazendo uso dos seus recursos até que estes se esgotem.

Ainda segundo com as investigações, durante o ataque DDoS, que significa “Distributed Denial of Service” ou “Negação de serviço distribuída, diversas solicitações são enviadas simultaneamente e a intensidade do ataque tornará o serviço instável ou indisponível, deixando milhares de usuários daquele provedor de conexão sem acesso ao serviço, podendo ocasionar severos prejuízos financeiros e até mesmo de saúde pública uma vez que prejudica o acesso a dados relevantes que só poderiam ser acessados através da internet.

Após o primeiro ataque, o criminoso exige valores para que cessem as investidas, fazendo com que os provedores de conexão acabem aceitando as exigências do atacante e depositem quantias nas contas fornecidas pelo criminoso, o qual, segundo informações advindas da investigação, transforme os pagamentos recebidos pelas vítimas em criptoativos.

Na primeira fase da operação, em setembro de 2022, um indivíduo foi preso na cidade gaúcha de Rio Grande e naquela data foram apreendidos diversos elementos de prova que culminaram com a decretação da prisão preventiva de outros dois suspeitos dos fatos, residentes nas cidades de Imperatriz e Bagé, cujo cumprimento dos mandados restaram finalizados no último sábado (5).

As autoridades policiais acreditam que somado ao caso investigado, suspeita-se que o grupo criminoso esteja por trás de mais de 10 ataques a provedores de internet no Estado do Rio Grande do Sul, podendo, inclusive ter repercussão em outros estados da federação.

Além das prisões dos dois homens, de 20 e 24 anos de idade, foram apreendidos diversos telefones celulares e equipamentos de informática, que foram analisados nos próprios locais de cumprimento das diligências pelo Instituto Geral de Perícias, que colaborou sobremaneira na busca da prova criminal.

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