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04/11/2022 às 23h39min - Atualizada em 04/11/2022 às 23h39min

Com 2 no páreo, grupo governista articula presidência da Assembleia; Janad não consegue espaço

Amélio Cayres e Cleiton Cardoso estão sendo os mais cotados

Arnaldo Filho
Deputados Amélio Cayres, da região do Bico, e Cleiton Cardoso, de Palmas - Fotos: Divulgação
 
Conhecidos os 24 deputados e deputadas estaduais que irão compor a 10ª legislatura na Assembleia Legislativa do Tocantins, agora, o principal assunto que movimenta os bastidores da política no Estado é a eleição para a presidência da Casa de Leis.

Na base do governador Wanderlei Barbosa, dois nomes já estão atuando firme nos batidos em busca de construir uma chapa competitiva e, quem sabe, de consenso, única. Ambos são reeleitos e do Republicanos, partido do governador, mas representam regiões distintas. Um deles, Amélio Cayres, tem sua base política no Bico do Papagaio, e o outro, Cleiton Cardoso, é mais conhecido na capital e na região central do estado. 

Eleito para o terceiro mandato, Cleiton Cardoso tem a simpatia de vários deputados reeleitos e a confiança do governador Wanderlei Barbosa, além de ser considerado um amigo próximo.

Do outro lado, Amélio Cayres começou a costurar a presidência da Casa logo após a eleição de 2 de outubro. Ele já telefonou e se reuniu com vários deputados, inclusive os eleitos para o primeiro mandato, e teria garantido o apoio de pelo menos 10 nomes.

Porém, Cayres estaria enfrentando alguns percalços. Primeiro, em razão de uma possível aliança com a deputada eleita Janad Valcari (PL), atual presidente da Câmara de Palmas, que não teria a “bênção” do Palácio Araguaia.

Outro ponto que pode frustrar os planos de Cayres é a insatisfação do deputado Jair Farias (UB), um forte aliado de Wanderlei, pois os dois disputam espaço político no Bico do Papagaio.

Wanderlei precisa de alguém da sua extrema confiança no comando do Poder Legislativo para evitar possíveis problemas no futuro e garantir a governabilidade do governo.

 

Janad Valcari

A presidente da Câmara de Palmas tinha tanta confiança na vitória como candidata a deputada estadual que começou a articular a presidência da Assembleia antes mesmo das eleições de 2 de outubro. Já não é segredo que o objetivo da deputada eleita é a Prefeitura da capital em 2024.

Apesar da expressiva votação que obteve e do poder econômica que demonstra ter, Janad não conseguiu construir sua candidatura à presidência e teria buscado uma aproximação com Cayres de olho na vaga de vice na chapa, mas a tentativa teria sido frustrada novamente.

Fato é que Janad já causou muita dor de cabeça à prefeita de Palmas na condição de presidente da Câmara de Vereadores e o governador não deseja correr o risco de ser o próximo alvo da parlamentar. O problema é que seu comportamento explosivo não transmite confiança do ponto de vista político.
 

Aval palaciano é decisivo

Mesmo com todas as articulações de bastidores e troca de compromissos, a eleição da presidência da Assembleia Legislativa sempre tem como um dos fatores decisivos o aval do Palácio Araguaia.

Com sete deputados eleitos apenas no partido Republicanos e uma base forte, o governador Wanderlei Barbosa estaria numa situação bastante confortável para definir o candidato governista que mais lhe transmita confiança.

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