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28/10/2022 às 17h27min - Atualizada em 28/10/2022 às 17h27min

Pesquisa da FIEMA diz que indústria maranhense mantém trajetória descendente

Apesar dos resultados, a sondagem aponta otimismo dos empresários para os próximos seis meses

Coordenadoria de Comunicação e Eventos/FIEMA
Foto: Divulgação
 
SÃO LUÍS – A produção da indústria, em setembro, teve uma queda de 6,2 pontos, na comparação com o mês anterior, mantendo uma trajetória decrescente iniciada em julho. Com 46,6 pontos, a atividade produtiva fica abaixo da linha divisória dos 50 pontos. O resultado é da Sondagem da Indústria do Maranhão, pesquisa elaborada mensalmente pela Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com o estudo, o desempenho das empresas de pequeno porte foi mais impactado (variação de - 18,3 pontos), enquanto as médias e grandes permanecem com 50 pontos. 

No Brasil (49,0 pontos) e no Nordeste (49,9), a pesquisa aponta declínio da atividade de produção industrial e queda abaixo da linha dos 50 pontos, depois de uma variação levemente positiva no mês anterior. 

O índice que mede a quantidade de empregos na indústria teve uma queda de 6,6 pontos em setembro, segundo a Sondagem da FIEMA. Atingindo 43,4 pontos, o indicador demostra instabilidade no número de trabalhadores nesse segmento. A variação negativa foi mais acentuada entre as médias e grandes empresas (-12,5 pontos), enquanto nas pequenas houve acréscimo de 5,0 pontos. A situação se mostra instável na comparação com setembro/2021. Esta situação contradiz os números do Caged, que apontam crescimento do emprego formal. 

De acordo com o estudo, o índice de evolução de estoques também caiu, seja em termos de estoque efetivo, seja de estoque final. Chegando aos 47,2 pontos, o indicador demostra a diminuição de 2,7 pontos no nível de estoque final, o que é coerente com a redução da atividade de produção. 

O indicador de Utilização da Capacidade Instalada (UCI) apontou uma variação de 4,2 pontos percentuais, em relação a agosto último, sendo que a UCI Efetiva em relação à usual diminuiu 4,0 pp, sinalizando que o uso das máquinas e equipamentos das empresas está abaixo do usual registrado no mês anterior. 

Apesar dos resultados, a sondagem indica que as expectativas dos empresários maranhenses para os próximos seis meses mostram variação positiva nos indicadores relativos a demanda (7,7 pontos), número de empregados (13,3) e compra de matérias-primas (3,8), mantendo-se invariável no que se refere às exportações. Isto é válido para todas as empresas independente do porte. 

Foram pesquisadas indústrias dos segmentos de produtos alimentícios, bebidas, confecção de artigos do vestuário e acessórios, couros e artefatos de couro, químicos, produtos de metal (exceto máquinas e equipamentos), máquinas e equipamentos e móveis foram pesquisadas pela FIEMA, no período de 1 a 11 de outubro, no Maranhão. 

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