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06/10/2022 às 19h08min - Atualizada em 06/10/2022 às 19h08min

Pesquisadores da UEMA apresentam resultados de investigações científicas relacionadas a padrão de Sistema de TV Digital brasileiro

Débora Souza
Uema
Pesquisadora egressa do PECS, Amanda Beatriz - Fotos: Divulgação
 
O professor do Grupo de Estudos em Tecnologias da Informação e Comunicações (Geticom) da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), Leonardo Gonsioroski, e a egressa do Programa de Pós-Graduação de Engenharia da Computação e Sistemas (PECS/UEMA), Amanda Beatriz dos Santos, apresentaram, no final do mês de setembro, durante a 7ª Reunião do Módulo Técnico do Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital (Fórum SBTVD), os resultados das pesquisas, realizadas no início deste ano, com o sistema japonês ISDB-T Avançado.

O evento teve a participação de pesquisadores de diversas universidades do país e de profissionais das principais empresas de TV, eletrônicos e de telecomunicações do Brasil.

O sistema ISDB-T Avançado é uma das tecnologias avaliadas pelo Projeto 3.0, do Ministério das Comunicações, que irá definir o próximo padrão de sistema de TV Digital brasileiro.

Os pesquisadores da UEMA fazem parte do grupo de trabalho responsável pela avaliação da Camada Física das Tecnologias, cujos trabalhos são coordenados pela Universidade Federal Fluminense (UFF), que iniciará a nova etapa de testes no segundo semestre de 2023.

“Como especialistas na área de telecomunicações ficamos responsáveis pela realização dos testes de RF [rádio-frequência] de campo das tecnologias que são candidatas a serem o novo padrão brasileiro de TV Digital de próxima geração, sistema previsto para ser implantado no Brasil até 2024”, explica o professor Leonardo Gonsioroski.

Desde 2021, estão sendo realizados testes com quatro tecnologias: ISBD-T Avançado (tecnologia Japonesa), ATSC 3.0 (tecnologia Americana), DTMB-A (tecnologia chinesa) e 5G broadcast (Tecnologia das empresas Qualcomm e da Rodge & Schuarz).

De acordo com o professor Leonardo Gonsioroski, a qualidade na condução dos trabalhos resultou em um convite da empresa japonesa para que ele coordenasse testes adicionais com o sistema.

“Diante do bom trabalho produzido. Eu e Amanda fomos convidados pelas empresas japonesas DIBEG e NHK, responsáveis pelo desenvolvimento da tecnologia ISDB-T Avançado, para realizar testes adicionais com a tecnologia deles. Passamos quatro meses realizando 587 medições de campo. Estamos submetendo os resultados em periódicos como o IEEE Transactions Broadcasting e IEEE Transactions Antennas & Propagation”, afirmou Leonardo Gonsioroski.

Durante as campanhas de medição ainda foram realizados testes em parceria com a Universidade Presbiteriana Mackenzie e com a engenharia de telecomunicações da Rede Globo.

“Estamos estreitando a parceria com a Mackenzie e contribuímos com a avaliação de campo de um protótipo de uma antena desenvolvida por eles para atender o próximo padrão de TV Digital 3.0. Essa parceria é vista com muito bons olhos, pois a UEMA se aproxima, ainda mais, das universidades que ocupam posição de destaque no Brasil e mostra a capacidade técnica de seus pesquisadores”, explica o professor Leonardo Gonsioroski. 

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