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03/10/2022 às 17h28min - Atualizada em 04/10/2022 às 00h01min

Gestão eficiente de contratos é chave para um confinamento bovino rentável

Custos de produção elevados e o estreitamento da margem de lucro fazem aumentar a procura por confinamentos de serviço que se especializaram na terceirização da engorda e, em alguns casos, na comercialização dos animais

SALA DA NOTÍCIA Janaína Kalsing - Assessoria de imprensa GA+Intergado
GA+Intergado, divulgação
Com o segundo giro do confinamento, muitos produtores já optaram pela modalidade de contrato que melhor responde às suas necessidades. Porém, independentemente da escolha, a gestão das informações de cada animal e de cada contrato é fundamental para a segurança dos envolvidos e para o melhor resultado do animal em produção. 
 
O confinamento, por si só, é uma atividade de alto custo. Neste ano, o cenário é ainda mais complexo do que em períodos anteriores, tendo em vista os custos de produção elevados e o estreitamento da margem de lucro, associado à alta demanda por carne bovina impulsionada pelo aumento das exportações desde 2019. Dados do Tour de Confinamento, uma parceria da companhia de nutrição animal DSM com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA) da Universidade de São Paulo (USP), mostra que o lucro dos confinadores (ROI) ficou em 6,65% em 2021. Segundo o órgão, apesar de ser o segundo índice mais baixo da série histórica, o número foi surpreendente dada a alta dos custos e só foi possível pela valorização do boi gordo e pelo investimento em tecnologia por parte dos confinadores.

Nesse cenário, vem crescendo a procura de pecuaristas por confinamentos de serviço que se especializaram na terceirização da engorda e, em alguns casos, na comercialização dos animais. Este modelo de negócio oferece muitos benefícios, mas exige uma gestão criteriosa dos diferentes tipos de contrato e suas respectivas métricas de resultado. Atualmente, as quatro modalidades de contrato mais comuns são:
 
a) Parceria: é uma prestação de serviço na qual as condições variam de acordo com a região, o mercado e o posicionamento do confinamento prestador. Trata-se de um modelo mais conservador entre as opções de terceirização de animais para engorda, pois nele o pecuarista não fica sujeito ao desempenho, consumo, tempo de confinamento, entre outros. Aqui, o pecuarista aposta todas suas fichas na variação de preço da arroba do boi gordo. Há diferentes estratégias comerciais entre os confinamentos para praticar esse modelo, podendo ser aplicado tanto para machos como fêmeas, com frete por conta do pecuarista ou do confinamento, com premiação ou não além do preço base. Essas questões dependem da negociação e da região onde estão os envolvidos. 
 
b) Arrobas produzidas: remete a um comprometimento do confinador com a produtividade, ou seja, o pecuarista pagará apenas por aquilo que foi produzido no confinamento. A aposta está na capacidade do confinador de explorar o máximo potencial dos animais e, quanto mais eficiente for o confinamento, melhor será o negócio. Em contrapartida, se a engorda não for bem, o pecuarista não será impactado e toda a conta da ineficiência ficará para o confinador pagar. Nesta modalidade, o confinamento prestador de serviço é remunerado pela quantidade de @ que consegue colocar no animal a um preço pré-estabelecido em contrato, antes mesmo do envio dos animais. O animal é recebido pelo confinador com 50% do peso vivo, considerando a pesagem da balança da entrada do confinamento, e sai com o peso de carcaça morto (peso frigorífico). A diferença de peso (do frigorífico menos da entrada no confinamento) é compreendida como arrobas produzidas. O cliente, então, dono do boi, paga o valor combinado por cada arroba produzida ao confinamento. 
 
c) Diárias: é a modalidade mais comum e mais simples do mercado. O cliente (dono do boi) paga ao confinador o valor da diária fixa de confinamento, que inclui todos os custos de protocolo de entrada, nutrição, despesas com sanidade e custos operacionais. O custo da diária é definido na chegada dos animais com base no peso de chegada e na característica racial. Nesse contrato, é definida uma quantidade máxima de dias de confinamento para aquele valor estabelecido por dia e uma segunda faixa de valores, caso os animais ultrapassem a data estabelecida. Aqui, o pecuarista tem o custo fixado, mas o lucro vai depender do desempenho dos animais que está ligado principalmente ao consumo.  
 
d) Ração por kg: o dono do boi remunera o confinador pelo consumo de ração do animal durante o período confinado. O confinamento cobra segundo o valor definido por Kg de ração consumida que pode ser em matéria seca (R$/KG/MS) ou matéria natural (R$/KG/MN) mais um custo operacional por animal/dia. Essa modalidade pode ser comparada a um restaurante self service, no qual existe um preço para cada item (alimentação, medicação e outros), e o cliente se serve como desejar, pagando por isso ao final. Ou seja, bois que comem mais devem desempenhar mais e ter um custo maior com alimentação. Bois que consomem menos, desempenham menos a um custo menor.
 
Neto Sartor, dono das fazendas de engorda Maximus Feedlot e Brasil Beef, todas no interior de São Paulo, com capacidade estática para 49 mil bovinos, contam com a tecnologia como forte aliada no confinamento: “Estamos falando de uma atividade de capital intensivo e ciclo curto, com faturamento alto, mas margens baixas. Por isso, é necessário ter controles muito precisos para mitigar riscos. Há cerca de 10 anos, utilizamos o TGC, que permite uma gestão individualizada de cada indivíduo até formar um lote. É como se cada animal tivesse um CPF próprio. Esse sistema permite que eu controle todos esses indivíduos e tudo o que acontece com eles ao longo do caminho. Ou seja, há uma gestão tanto zootécnica quanto financeira de cada indivíduo no confinamento”, explica o confinador.
 
O TGC, citado por Sartor, é uma tecnologia de gestão de confinamentos que, dentre inúmeras funcionalidades, faz o registro e controle de todos os dados dos contratos de compras de animais e insumos. A tecnologia é da GA+Intergado, duas das mais importantes empresas de tecnologia focadas na gestão da informação e da precisão na pecuária, e responsável pela gestão de um rebanho confinado de mais de 6 milhões de cabeças por ano em confinamentos de todo o Brasil.  
 
“O confinamento é uma atividade complexa, com margens cada vez mais apertadas, na qual os produtores têm uma série de desafios, entre eles fazer a gestão de múltiplos contratos. E é aí que entra a tecnologia como uma forte e importante aliada. O TGC, por exemplo, se apresenta como uma solução flexível para gestão de diferentes modelos de negócios, seja rebanho próprio ou prestação de serviço, e modalidades de contrato. Permite a gestão de múltiplos contratos e métricas de desempenho e resultados. Com isso, tanto o pecuarista quanto o confinador prestador de serviço têm mais segurança e transparência em todo o processo”, afirma Paulo Dias, CEO da GA+Intergado.
 
 
Sobre GA + Intergado   
Duas das mais relevantes empresas de tecnologia focadas na gestão da informação e da precisão na pecuária, GA + Intergado atuam em oito países e dominam 68% do mercado de confinamento, além da liderança na gestão da rastreabilidade e participação significativa na produção a pasto, gerindo informações de mais de 6 milhões de cabeças por ano. Além disso, monitoram mais de 100 mil animais e dominam 96% do mercado de eficiência alimentar, com uma base de dados de mais de 35 mil animais avaliados.   
   

 
 

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