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27/09/2022 às 19h45min - Atualizada em 27/09/2022 às 19h45min

FIEMA completa 54 anos com evento temático sobre energia renovável

Palestra do navegador Amyr Klink e parceria com a empresa 2W Energia marcaram as comemorações de aniversário da entidade empresarial, que reuniu autoridades e empresários

Imprensa/Sistema FIEMA
O vice-presidente da FIEMA, Fábio Nahuz, entre o CEO da 2W Energia, Cláudio Ribeiro, e o navegador Amyr Klink - Foto: Divulgação
 
SÃO LUÍS – Mercado livre de energia foi o destaque do Encontro com Empresários - Edição Especial pelos 54 anos da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA), comemorado nesta terça-feira, 27. Com o tema “Expedição Economia Verde”, a parceria entre a FIEMA e a empresa 2W Energia, uma das principais fornecedoras do mercado livre de energia no país, colocou em pauta a gestão de um dos principais insumos da indústria. O ponto alto do evento, que reuniu empresários e autoridades governamentais no Hotel Luzeiros, foi a palestra do navegador Amyr Klink, economista, escritor, empresário e conferencista internacional, que relatou a sua experiência de resiliência em tempos difíceis e de incertezas, difundindo aos empresários, a possibilidade de encontrar soluções nas crises, como aproveitar as oportunidades e as tendências de sustentabilidade nas empresas. 

O presidente da FIEMA, Edilson Baldez das Neves, cumpre agenda em Brasília, e foi representado, no encontro, pelo vice-presidente executivo da entidade, Fábio Nahuz. “É com muita satisfação que estamos aqui, comemorando os 54 anos da FIEMA, que, com muita resiliência, muita força, trabalha diuturnamente pelo empresariado do Maranhão e pelo nosso Estado”. 

 O Mercado Livre de Energia é um ambiente em que a energia elétrica é negociada livremente entre os fornecedores, comercializadoras e consumidores. Hoje, já é possível negociar valores da energia mais competitivos e atrativos. Segundo Fábio Nahuz, a geração de energia solar e eólica já é uma realidade no Maranhão. “O estado atingiu enorme acervo de usinas instaladas, divididas em micro e miniusinas. Além disso, o seu investimento tem se tornado cada vez mais acessível às empresas e à população, bem como a potencialização de seu interesse na instalação e economia a partir de uma energia limpa e renovável”. 

BAIXO CARBONO – Durante o encontro, o CEO da 2W Energia, Cláudio Ribeiro, explicou os caminhos para o acesso à energia renovável com soluções inovadoras, tecnológicas e disruptivas no Brasil, e frisou que o objetivo da empresa é divulgar esse mercado para as indústrias maranhenses, auxiliando nessa mudança para uma economia de baixo carbono.  

“O mundo está em uma transição energética que vai exigir cada mais da cadeia de fornecimento, seja em quaisquer setores. Vai exigir que as empresas tenham energia limpa e que sejam aderentes aos requisitos da ESG (ambiental, social e governança). ESG é uma sigla de letras, mas que representam vidas, pessoas. Então, a energia renovável, os investimentos nos parques eólicos, solares da 2W, por trás disso, tem o benefício levado a esses consumidores de energia. Vai ser um requisito maior para que as indústrias maranhenses consigam competitividade junto a seus clientes”  

Ficou a cargo do gerente nacional de originação de empresas da 2W Energia, Gabriel Moya, apresentar aos empresários as possibilidades de migrar para a energia verde. Segundo ele, o mercado livre de energia vem atraindo cada vez mais empresas por oferecer liberdade de escolha de fornecedor, com economia na conta de luz e maior eficiência na gestão de energia. Como esse ambiente concentra metade do consumo vindo das fontes renováveis, especialmente solar e eólica, as empresas ainda têm a vantagem de sair na frente na transição para uso da energia limpa. A migração é particularmente vantajosa para empresas com fatura de energia acima de R$ 50 mil mensais. 
 
 “Aqui, no Maranhão, 1.900 unidades consumidoras estão prontas para migrar para o mercado livre de energia. Empresários, líderes, grandes influenciadores são as pessoas com potencial pra fazer essa transição, fazer essa expedição, para gerar essa economia verde dentro da sua empresa”, chamou a atenção. 

EXPEDIÇÃO VERDE – A participação especial de Amyr Klink no encontro, foi um recorte da trajetória do navegador pelo mundo, com particularidades sobre o processo de preparação e planejamento das viagens internacionais que faz “por vários oceanos”. Há quase 40 anos, ele concluía a travessia a remo do Atlântico Sul. Sozinho, percorreu 7 mil km entre a Namíbia, no continente africano, e Salvador, na Bahia, a bordo de um pequeno barco, por mais de três meses, remando até 10 horas por dia.  

Klink falou aos empresários sobre como encontrar soluções na crise, como aproveitar as oportunidades e as tendências de sustentabilidade nas empresas.  “Eu acho que os empresários vão poder fazer uma correlação que envolve atitude no mundo empresarial, planejamento, processos, que é um assunto que eu gosto bastante. Tenho viajado pelo mundo falando sobre isso, e comparando experiências que acontecem lá fora com aquelas que a gente empreende aqui no Brasil”. 

Amyr contou que migrou recentemente para o mercado livre de energia, destacando como a insumo é importante na sua atividade e na sua e empresa. “Eu resolvi falar sobre energia, eu tenho uma atividade de pura essência sustentável. Eu, recentemente, entrei no mercado livre de energia, e acho que vocês vão ter um baita desafio pra essa migração, mas é uma tendência mundial”. 
O navegador aproveitou para falar de sua admiração pelas embarcações maranhenses. “O Maranhão tem uma característica singular, uma amplitude de maré inédita na América do Sul.  E tem a maior diversidade de barcos regionais, talvez do mundo. A gente tem vários desses barcos no museu que eu ajudei a fundar lá em São Francisco do Sul (SC)”. 

Estiveram presentes ao evento os diretores da FIEMA, Leonor de Carvalho, José Orlando Soares Leite Filho, Fábio Nahuz, Celso Gonçalo, Pedro Robson Holanda, João Batista Rodrigues, João Neto Franco, Francina de Andrade e Ana Rute Mendonça, o superintendente da FIEMA, César Miranda, o secretário de Indústria e Comércio, Cassiano Pereira Junior, os superintendentes da Fecomércio e do Sebrae, Max de Medeiros e Albertino Leal, entre outras autoridades. 

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