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26/09/2022 às 22h17min - Atualizada em 26/09/2022 às 22h17min

Profissionais do HDT em Araguaína entram em greve por reajuste salarial; paralisação é nacional

Trabalhadores já estão há quatro anos sem aumento nos salários

Assessoria
Profissionais em frente a Unidade - Foto: Divulgação
 
Profissionais do Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Tocantins (HDT-UFT), que são vinculados à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), também aderiram à pauta nacional com reivindicações por reajuste salarial.

Na unidade em Araguaína, os profissionais vestiram coletes com o nome ‘greve’ e estão mobilizados em frente ao hospital nesta segunda-feira (26). A Ebserh disse, em nota, que já foi feito um acordo no Tribunal Superior do Trabalho para que a prestação de serviços à população não seja interrompida.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Profissionais do Hospital, Amadeus Cajado, servidores de todas as áreas aderiram ao movimento grevista, tais como, assistentes sociais, médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e do setor administrativo.

“A principal reivindicação é o reajuste, que não ocorre há quatro anos. Além disso, queremos a manutenção das cláusulas sociais que eles querem retirar”, explicou. Eles ainda cobram reajuste de benefícios como o auxílio-alimentação, jornada especial de trabalho e parcelamento do adiantamento de férias.

Em nota, a Ebserh disse que será garantido um mínimo de de trabalhadores em seus respectivos locais de trabalho, na base de 50% (cinquenta por cento) em cada área administrativa e de 60% (sessenta por cento) para cada área médica e assistencial, sob pena de multa diária de R$ 50 mil, caso haja descumprimento.

Confira nota na íntegra
A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) informa aos empregados que a relatora do dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST),ministra Delaíde Alves Miranda Arantes, determinou o percentual mínimo de manutenção de trabalhadores, em seus respectivos locais de trabalho, na base de 50% (cinquenta por cento) em cada área administrativa e de 60% (sessenta por cento) para cada área médica e assistencial, sob pena de multa diária de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), em caso de descumprimento.

É importante acrescentar que, com o início das manifestações, fica ainda mais clara a vontade dos empregados, semelhante à da Ebserh, em uma resolução rápida para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Diante do impasse nas negociações, a Ebserh peticionou no dia 10 de agosto, no próprio TST, pedido para análise dos ACT’s em curso, requerendo o julgamento imediato do dissídio coletivo, inclusive quanto aos ACTs em aberto.

O próprio TST sinalizou, em decisão proferida nessa terça-feira (20), que o processo já está se encaminhando para julgamento do mérito. Para que isso ocorra, basta que as entidades sindicais peticionem nos autos do dissídio coletivo concordando com o julgamento imediato pelo TST, inclusive com relação às cláusulas sociais e econômicas do ACT.

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