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22/09/2022 às 22h51min - Atualizada em 22/09/2022 às 22h51min

OAB vê condenação de assassinos de Danilo Sandes como resposta à sociedade

“Um singelo alento à família, à sociedade e à toda advocacia nacional”, afirmou

Assessoria
Advogados marcaram presença durante juri - Foto: Divulgação
 
O Conselho Federal da OAB acompanhou de perto todo o processo referente ao assassinato do jovem advogado Danilo Sandes Pereira, em Araguaína.

Nesta quarta-feira (21/9), o Tribunal do Júri de Araguaína condenou dois policiais militares do Pará a mais de 25 anos de prisão, sendo Rony Macedo Alves Paiva e Wanderson Silva de Souza. O procurador nacional adjunto de Defesa de Prerrogativas da OAB, Stalyn Paniago, atuou no julgamento como assistente de acusação.

 “A condenação não é motivo de comemoração porque se dá em decorrência da morte de um ser humano, mas, conforme ditames legais, representa uma resposta do Poder Judiciário ao caso concreto. Além disso, representa a atenção da OAB com seus pares, servindo de singelo alento à família, à sociedade araguainense e à toda advocacia nacional. A participação da OAB foi incisiva a bradar pela resposta auferida, diante dos elementos probatórios carreados aos autos, em compromisso ético e profissional para a elucidação dos fatos e respectivas autorias”, disse Paniago.

O procurador nacional adjunto enfatizou a atuação do presidente da OAB-TO, Gedeon Batista Pitaluga Júnior; do presidente da subseção de Araguaína, Davi Santos Morais; da procuradora-geral de prerrogativas da OAB-TO, Auridéia Pereira Loiola Dallacqua; e do conselheiro federal José Pinto Quezado por toda a dedicação na apuração dos fatos durante o transcurso do processo.

O presidente da OAB/TO comentou o resultado do julgamento e destacou o trabalho conjunto da OAB Nacional e da seccional. “São condenações fortes e pedagógicas para um crime que ganhou contornos de barbárie por ter como motivação o exercício ético da advocacia por um jovem advogado. O Conselho Federal, a OAB-TO e a OAB Araguaína, em defesa da advocacia e de valores civilizatórios, agiram com força e diligência em busca da Justiça”, disse Gedeon Pitaluga.

O caso
O crime que vitimou Danilo Sandes Pereira foi motivado pela recusa do advogado em aceitar proposta para ocultar bens de um inventário, em detrimento dos demais herdeiros.

Como Danilo Sandes não aceitou a proposta ilegal, o mandante do crime (um dos herdeiros) teria então contratado três policiais militares suspeitos de integrarem um grupo de extermínio no Pará para matar o advogado. Dois deles foram condenados nesta sentença.

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